Começou dia 27 de Setembro e irá até 31 de Julho de 2015. Pode ser vista no Salão Nobre, com entrada livre , 6.ª e sábado, 15h às 18h, de 4.ª a domingo – 30m antes do início dos espetáculos da Sala Garrett.
Vhils aceitou o desafio de entrar pela porta principal do D. Maria II e procurar a memória do edifício que ardeu há 50 anos. Diz: “O que tentei fazer foi libertar a história que estava dentro daquele espaço e torna-la visível”. Podemos ver o rosto de quatro atrizes icónicas do teatro português do século XX: Amélia Rey-Colaço, Beatriz Costa, Palmira Bastos e Laura Alves.
No site do teatro podemos, ainda, ter a informação sobre o projeto Memória (1964) que propõe uma reflexão múltipla sobre a presença e a ausência da memória num edifício que foi reconstruído a partir das ruínas de um terrível incêndio que quase nada deixou de pé. Onde está a memória neste edifício de paredes imaculadas e chão atapetado e silencioso? Onde está a memória das actrizes e dos actores e da sua voz? O que guardam as paredes deste monumento nacional? No contexto do projecto Memória (1964), convidámos Alexandre Farto para intervir nas paredes do Teatro, e não é agora um prédio em ruínas ou uma nave industrial abandonada algures na cidade que acolhe a sua intervenção. No centro de Lisboa, pode o Teatro Nacional funcionar como uma metáfora da cidade imperfeita?
Alexandre Farto aka Vhils Alexandre Farto (1987) tem estado a interagir visualmente com o meio urbano sob o nome de Vhils desde que se iniciou no graffiti no começo da década de 2000. Tendo crescido no subúrbio industrial do Seixal, foi fortemente influenciado pelas transformações decorrentes do intenso desenvolvimento urbano que Portugal sofreu nas décadas de 1980 e 1990. Começou a trabalhar com a técnica de stencil e suportes não convencionais por volta de 2004, assim como a expor o seu trabalho com o coletivo VSP. Em 2006 juntou-se à prestigiada Vera Cortês Agência de Arte, que levou à sua participação em várias exposições coletivas e à sua primeira exposição individual no início de 2008. Mudou-se para Londres em 2007 para estudar na University of the Arts (Central St Martins College of Art and Design). Em 2008 participou no Cans Festival, em Londres, onde a sua inovadora técnica de escavação – que forma a base da série “Scratching the Surface” – foi exposta a um público internacional pela primeira vez, tendo sido aclamada pela crítica. Tem estado a apresentar o seu trabalho em festivais de arte urbana, exposições individuais e coletivas e intervenções site-specific à volta do mundo desde então. Um ávido experimentalista, tem desenvolvido a sua estética do vandalismo numa multiplicidade de suportes – da pintura stencil à escavação de paredes, de explosões pirotécnicas à modelação 3D – expandindo os limites da expressão visual. Vhils trabalha atualmente com a Lazarides Gallery (Reino Unido), Vera Cortês Agência de Arte (Portugal), e Magda Danysz Gallery (França e China). http://www.teatro-dmaria.pt/pt/eventos/detalhe.php?id=663
