EU ONTEM VI-TE, de ÂNGELO DE LIMA

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(1872 - 1921)
(1872 – 1921)

Eu ontem vi-te

 

Eu ontem vi-te…
Andava a luz
do teu olhar,
que me seduz,
a divagar
em torno de mim.
E então pedi-te,
não que me olhasses,
mas que afastasses,
um poucochinho,
do meu caminho,
um tal fulgor.
De medo, amor,
que me cegasse,
me deslumbrasse
fulgor assim.

 

 

Ângelo de Lima

 

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