REFLEXÃO – VENHA A PANDEMIA DOS CORRUPTOS – por Adão Cruz

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Sempre que abro o jornal eles aparecem.

Na operação X, na Operação Y, na operação Z, a Polícia Judiciária lá os vai apanhando. Mas não se sabe como, quase sempre a montanha acaba por parir um rato. Coisa estranha!

Qualquer dia não há alfabeto que chegue para o número de operações.

Eles pululam nos Bancos, nas empresas, nos governos, em todas as instituições.

E eu com medo quando regresso a casa um pouco mais tarde!

Comparada com o país, a minha rua é um sossego, uma segurança, uma tranquilidade. Perigoso, muito perigoso é viver nesta sociedade engravatada, pois o ladrão, o vígaro, o gatuno, o larápio surge de carro topo de gama, gravata, luva branca…e ninguém dá por ele, até que lhe sentimos a mão nos bolsos. São tantos que já se tornam banais. O carteirista de rua, esse está fora de moda, em extinção. Rouba vinte ou trinta euros, o que não é motivo para operações de judiciária, vai dentro, mas como dá mais despesa do que o roubo, salta para a rua. O que rouba vinte ou trinta milhões, fica fora, goza, ainda por cima, diz que tem a consciência tranquila e é tratado como um senhor sério. Esta gente não terá pais, filhos, netos? Com que lata lhes mostram a cara? Quem perde o respeito por si próprio, não tem mais nada a perder. Infelizmente, há a gripe das aves, o vírus ébola, mas não há o vírus dos corruptos. A melhor justiça seria uma pandemia de “gripe dos corruptos”, com virulência tal que nem semente deixasse

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