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William Blake nasceu em Londres, onde viveu quase toda a sua vida. O pai era negociante de roupas, e a família era medianamente abastada. Na escola aprendeu a ler, escrever e desenhar, e começou a fazer estampas com figuras da mitologia grega com dez anos. Os Poetical Sketches, que incluem poesia e prosa dos seus inícios, foram escritos entre 1769 e 1777, e publicados para circulação restrita entre os amigos em 1783. Aos quinze anos Blake começou a aprender a arte da gravura. Quando concluiu a sua formação e se tornou profissional inscreveu-se na Royal Academy, cuja escola de artes frequentou durante seis anos, e expôs os seus primeiros quadros. Foi contemporâneo da independência norte-americana e da Revolução Francesa, que lhe causaram grande admiração. Nos seus escritos encontram-se reflexos dessa admiração.
Blake foi gravador, pintor e poeta, e também, segundo muitas opiniões, filósofo. Leitor constante da Bíblia, amante dos clássicos, os temas religiosos e da antiguidade estão sempre presentes na sua obra. Admirador de Rafael e de Miguel Ângelo, na sua obra abundam os temas religiosos e clássicos. Foi sempre intensamente místico, clamando ter visões desde muito novo, que procurou descrever na sua arte. Por outro lado tomou posições contra a religião oficial, admirando as ideias do teólogo e cientista Emanuel Swedenborg (1688 – 1772). Defensor acérrimo da igualdade dos sexos, da emancipação dos escravos e da igualdade entre todos os seres humanos, foi amigo do filósofo e político Thomas Paine (1737 – 1809), e de Mary Woolstonecraft (1759 – 1797), tendo mesmo ilustrado livros desta escritora e feminista inglesa.

William Blake faleceu a 12 de Agosto de 1827, após se ter sentido mal en quanto trabalhava nas ilustrações da obra de Dante. Na altura muitos achavam que ele era louco. A sua obra não teve o devido reconhecimento enquanto viveu, e há mesmo que defenda que ainda hoje não tem o lugar que merece. Foram Anne (1828 – 1885) e Alexander Gilchrist (1828 – 1861) quem, em 1863, conseguiram completar e obter a publicação de Life of William Blake, “Pictor Ignotus.” With selections from his poems and other writings, mais de trinta anos depois da morte de Blake, e dois da de Gilchrist. Em 2002, num inquérito da BBC, sobre quem seriam os 100 britânicos mais importantes ao longo da história, ficou em 38º lugar.

Propomos que vão ao link seguinte:
http://www.theguardian.com/books/2004/may/29/classics.williamblake
Vejam também:
http://en.wikipedia.org/wiki/Life_of_William_Blake
http://www.blakearchive.org/blake/
http://www.poetryfoundation.org/bio/william-blake
http://www.theguardian.com/culture/william-blake
E leiam o poema London no site da Poetry Foundation:
http://www.poetryfoundation.org/poem/172929
A tradução em:
Cidade – luz, sombra e palavras – 6 – Londres – fotografias por Fábio Roque

