BARÃO DE ITARARÉ – CENTRAL DE MOVIMENTOS POPULARES DISCUTE REFORMA POLÍTICA E DEMOCRATIZAÇÃO DA MÍDIA – por ADRIANA FERREIRA

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Barão de Itararé – Central de Movimentos Populares discute reforma política e democratização da mídia//

Por Adriana Ferreira

15 de Dezembro de 2014

democrat3_1A reforma política e a democratização da mídia são prioridades na agenda dos movimentos sociais. Por isso a Central de Movimentos Populares (CMP) aproveitou sua confraternização de final de ano para realizar um debate sobre esses temas. A coordenadora do Centro de Estudos Barão de Itararé, São Paulo, Ana Flávia Marx, compôs a mesa junto com o deputado Renato Simões (PT), e o assessor da CMP, Tito Wehrle.

A coordenadora do Barão foi enfática ao iniciar sua fala. “Não é possível discutir democratização da mídia sem passar pela reforma política.” Segundo ela, a onda conservadora que se espalhou pelo mundo a partir da crise de 2008, chegou ao Brasil e torna o cenário mais difícil para as lutas populares.

Para a dirigente, é preciso concentrar a atenção nas pautas que unificam os movimentos, deixando de lado as divergências. A jornalista comparou o momento atual com o período histórico que vai do Estado Novo até 1954, quando Getúlio Vargas foi acossado pela imprensa, sofreu pressões de todos os lados e a esquerda, ao invés de manter o apoio ao governo trabalhista, assumiu o discurso dominante, ou seja, o da direita. “As vezes a gente não aprende”, disse.

O Barão de Itararé [em conjunto com outras entidades que compõem o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC] formulou um Projeto de Iniciativa Popular para a Democratização da Mídia, chamado de PLIP, a ideia central é a regulamentação econômica do setor. Ao contrário do que a imprensa tem propagado, o projeto não limita a liberdade de expressão. Até porque nenhuma lei pode limitar o conteúdo dos meios de comunicação.
” Há cidades no Brasil com mais de 1 milhão de habitantes em que uma mesma família é dona de rádio, TV e jornal impresso. Não tem nada de esquerda nessa ideia, pois isso está acontecendo na Inglaterra, na Argentina, no Uruguai, em diversos países. Na Argentina, as TV’s comunitárias transmitiram a última Copa do Mundo. Aqui a exclusividade é da Globo”, ressaltou Ana.

A ativista disse ainda que a Constituição dos EUA, proíbe o monopólio cruzado e oligopolizado dos meios de comunicação. Trata-se de uma regra de mercado para evitar a concentração que prejudica os negócios e o interesse público. “Em um país com o tamanho e diversidade do Brasil, não é possível que só essa mídia, dominada por algumas famílias, se coloque como porta voz da sociedade”, acrescentou ela.

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