Em 7 de Junho de 2013 publicámos um post celebrando uma importante efeméride – a assinatura em 7 de Junho de 1494 do Tratado de Tordesilhas entre Portugal e o reino de Leão e Castela (costuma dizer-se que o papa Alexandre VI dividiu o mundo entre Portugal e Espanha, mas Espanha não existia – só tem existência de jure desde 1812, por decisão das Cortes de Cádis). Neste momento, este artigo da responsabilidade da Coordenação, está em 20º lugar com 1140 visualizações. Talvez a informação proporcionada ajude estudantes nos seus trabalhos. Na verdade, sem alarde, lá vai subindo…
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O TRATADO DE TORDESILHAS FOI ASSINADO EM 7 DE JUNHO DE 1494 – por Carlos Loures


É bom recordar que aquilo a que tem sido chamado Espanha resulta dum condenável processo de colonização realizado, no século XIX, em plena Europa. É um estado muito recente – tem duzentos anos – e nada mais é que uma consequência da força colonizadora de reino de Castela. Será bom dizer-se que este reino de Castela e Aragão tem tanto direito a ter colónias quanto, anos atrás, já não tinha Portugal. Os interesses expansionistas dos portugueses, sem que isso faça merecer-lhes homenagem de maior, nos séculos XV e XVI, na sua jornada para o Oriente – logo depois de passarem o Bojador e, de facto, terem dado ao Mundo o início da Era Moderna, ocuparam territórios africanos povoados por tribos cujos traços de união – a havê-los- eram, apenas, os de consanguinidade e não, como não é próprio das tribos, os de territorialidade. Os interesses castelhanos, ao invés, sem qualquer mérito que não o da cupidez, incidiram sobre povos organizados cujas nacionalidades eram perfeitamente reconhecidas. A Nação-Estado portuguesa foi condenada por ser colonizadora mas o Estado-Nação sob a alçada do reino de Castela não é minimamente beliscado mau grado os barbarismos que já cometeu sobre os seus colonizados. Guernica diz-nos o bastanteCLV