DRAGUEUR – o Porto, uma vista
Do telhado do velho edifício dominavas predador
e durante alguns momentos
uma vista aérea,
planou sobre os becos onde nos escondíamos
para obter a proximidade
desejada
Os telhados da cidade medieval, percebidos da altura dos pássaros,
desenharam coberturas de contorno
enquanto as casas comprimidas contra o solo
revelaram mais da nossa estranha circulação
Desse ponto aéreo
recriaram-se os passos dos antigos amantes sem morada
cuja sombra se alongou nas ruas tortuosas
Em cima, pairando (não a podes perder!),
descobriste uma obrigação natural de conquista
para todas as novas presas.
Ganhaste, a partir do voo espiralado, este vício da destruição,
matando ou morrendo
os olhos possuídos pela imperativa natureza das feras.


