António Fernandes Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António. Os pais fixaram-se em Loulé quando ele completou sete anos. Aos oito começou a frequentar a escola, e a mostrar o seu talento poético, nomeadamente a cantar as janeiras. Aos treze anos iniciou-se a trabalhar como aprendiz de tecelão, o mesmo ofício do pai. Aos vinte anos cumpre o serviço militar. Entrou a seguir para a polícia, esteve emigrado em França, entre 1928 e 1931, trabalhando como ajudante de pedreiro e, no regresso a Loulé, foi cauteleiro e vendedor de gravatas. Resumiu assim a sua vida de trabalho:
Fui polícia, fui soldado,
Estive fora da Nação
Vendo jogo, guardei gado,
Só me falta ser ladrão.
Casado e pai de sete filhos, e com a saúde a trazer-lhe limitações grandes, começou a vender os seus versos em folhas e a fazer improvisos na praça pública para angariar algum dinheiro. Em 1937 participou nos jogos florais de Faro. Graças ao apoio dos amigos, como José Rosa Madeira e Joaquim Magalhães, pôde passar a reunir e conservar as suas composições, sendo que o segundo, professor de liceu, assumiu o encargo de passar a limpo a obra do poeta-cauteleiro, como António Aleixo era conhecido. Em 1943 foi publicado Quando começo a cantar, o seu primeiro livro impresso. A situação e a amizade que sentia por Joaquim Magalhães levaram-no a escrever uma quadra bem humorada, que mostra a coragem com enfrentava a vida:
Não há nenhum milionário
que seja feliz como eu:
tenho como secretário
um professor de liceu.
Em 1943 começaram a surgir na imprensa as primeiras referências à sua obra. Mas nesse mesmo ano António Aleixo é internado no Sanatório dos Covões, em Coimbra. A infelicidade, derivada da pobreza e da dureza da sua vida, permitiu-lhe pelo menos fazer contactos com numerosas personalidades como Miguel Torga e Tossan, este autor de um famoso retrato seu. Só em 1949 regressou de vez a casa.
António Aleixo faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949. Propomos que acedam aos links abaixo. No primeiro, no site da Fundação António Aleixo poderão encontrar uma lista das suas obras publicadas até à data. No segundo e no terceiro acederão a trabalhos de Fernando Correia da Silva e de Robertson Frizero Barros, muito interessantes para quem quiser enquadrar melhor a obra do poeta algarvio. No quarto, terão acesso a elementos reunidos pela Câmara Municipal de Loulé para uma homenagem prestada em 2013.
http://www.fundacaoantonioaleixo.com/sobre-o-poeta.html
http://www.vidaslusofonas.pt/aaleixo.htm
http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1188


