NESTE DIA…, 18 de FEVEREIRO de 1899, NASCEU ANTÓNIO ALEIXO

 

Neste dia... - João - II

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António Fernandes Aleixo nasceu em Vila Real de Santo António. Os pais fixaram-se em Loulé quando ele completou sete anos. Aos oito começou a frequentar a escola, e a mostrar o seu talento poético, nomeadamente a cantar as janeiras. Aos treze anos iniciou-se a trabalhar como aprendiz de tecelão, o mesmo ofício do pai. Aos vinte anos cumpre o serviço militar. Entrou a seguir para a polícia, esteve emigrado em França, entre 1928 e 1931, trabalhando como ajudante de pedreiro e, no regresso a Loulé, foi cauteleiro  e vendedor de gravatas. Resumiu assim a sua vida de trabalho:

Fui polícia, fui soldado,

Estive fora da Nação

Vendo jogo, guardei gado,

Só me falta ser ladrão.

Casado e pai de sete filhos, e com a saúde a trazer-lhe limitações grandes, começou a vender os seus versos em folhas  e a fazer improvisos na praça pública para angariar algum dinheiro. Em 1937 participou nos jogos florais de Faro. Graças ao apoio dos amigos, como José Rosa Madeira e Joaquim Magalhães, pôde passar a reunir e conservar as suas composições, sendo que o segundo, professor de liceu, assumiu o encargo de passar a limpo a obra do poeta-cauteleiro, como António Aleixo era conhecido. Em 1943 foi publicado Quando começo a cantar, o seu primeiro livro impresso. A situação e a amizade que sentia por Joaquim Magalhães levaram-no a escrever uma quadra bem humorada, que mostra a coragem com enfrentava a vida:

Não há nenhum milionário

que seja feliz como eu:

tenho como secretário

um professor de liceu.

Em 1943 começaram a surgir na imprensa as primeiras referências à sua obra. Mas nesse mesmo ano António Aleixo é internado no Sanatório dos Covões, em Coimbra. A infelicidade, derivada da pobreza e da dureza da sua vida, permitiu-lhe pelo menos fazer contactos com numerosas personalidades como Miguel Torga e Tossan, este autor de um famoso retrato seu. Só em 1949 regressou de vez a casa.

António Aleixo faleceu em Loulé a 16 de Novembro de 1949. Propomos que acedam aos links abaixo. No primeiro, no site da Fundação António Aleixo poderão encontrar uma lista das suas obras publicadas até à data. No segundo e no terceiro acederão a trabalhos de Fernando Correia da Silva  e de Robertson Frizero Barros, muito interessantes para quem quiser enquadrar melhor a obra do poeta algarvio. No quarto, terão acesso a elementos reunidos pela Câmara Municipal de Loulé para uma homenagem prestada em 2013.

 

http://www.fundacaoantonioaleixo.com/sobre-o-poeta.html

http://www.vidaslusofonas.pt/aaleixo.htm

http://tede.pucrs.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=1188

http://www.academia.edu/8134438/_Os_Manuscritos_da_Poesia_L%C3%ADrica_de_Ant%C3%B3nio_Aleixo_Subs%C3%ADdios_para_a_Sua_Edi%C3%A7%C3%A3o_Cr%C3%ADtica_in_AA._VV._Ant%C3%B3nio_Aleixo._Uma_Homenagem_Loul%C3%A9_C%C3%A2mara_Municipal_de_Loul%C3%A9_2013_pp._39-76

 

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