CRÓNICAS DO QUOTIDIANO- É DE CAIXÃO À COVA, A ENTREVISTA À PGR – por Mário de Oliveira

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As coisas na área da Justiça em Portugal vão de mal a pior. Sempre que alguém do topo, nesta área, abre a boca, sai asneira. Da grossa. O Estado é o antro institucional dos incompentes. Todos escolhidos a dedo. Segundo o grau de incompetência. O Poder dá-se bem com os incompetentes. Os sem-escrúpulos de nenhuma espécie. Os que se compram e se vendem, como outras tantas marcas do Mercado, por um chorudo prato de milhões. Acenam-lhes com milhões e os incompetentes, formados nas universidades, de preferência, privadas, a católica e as outras, das sociedades secretas, deixam logo as tocas onde são bem mais inofensivos, e correm a assumir as novas funções. A escolha é confirmada pelo PR, outro que tal, arrivista e incompetente q.b. O chefe-mor dos incompetentes, tudo de espinheiro, nada de árvore de fruto. A tomada de posse é solene. Mediatizada. Com os graúdos figurões do Estado presentes, a testemunhar/acolher o novo incompetente do bando. A cumplicidade recíproca é manifesta. O desprezo recíproco também. O juramento lido/assinado é de sangue. Próprio das máfias. Depois, o palácio e os requintados gabinetes onde, a partir desse dia, passam a maior parte do seu tempo, longe das suas vítimas, mais as mordomias de toda a espécie que recebem, em funções e, sobretudo, depois delas cessarem, fazem o resto. Somos um país pequeno em chão. Enorme, em corrupção. Quanto mais do topo do Estado, mais corruptos. Só assim, o Estado é o que é – publicano, cobrador de impostos, ladrão, fabricador de desempregados, empobrecidos, bancos alimentares contra a fome, IPSSs, Centros Sociais Paroquiais, cantinas, sopas aos roubados da sua dignidade. Cobrem-se/encobrem-se uns aos outros. Une-os o ódio político contra as populações, ou o Estado não fosse o pai do ódio. É. A extensa entrevista à Procuradora Geral da República (RR/Público) é de caixão à cova. Ai de quem cair nas mãos da Justiça. E se calha de já ter sido do bando dos incompetentes institucionais do Estado, pior. Fazem dele o bode expiatório que terá de pagar por todos os crimes/criminosos do Estado.

26 Fevº 2015

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