No CCB – Sala Luís de Freitas Branco – dia 15 de Abril às 18,00 – 19,00:
Literatura e Humanidades
Conferência Música no Cinema
André Cunha Leal
«A música é o segredo!» dizia Alfred Hitchcock num documentário em que passava a célebre cena do duche, de Psycho, em que Janet Leigh está prestes a ser assassinada, em duas versões: a exibida nas salas de cinema e depois sem música. Claro que a cena perdia a força dramática, a emoção, o suspense. Os próprios irmãos Lumière fizeram acompanhar as suas primeiras projeções por uma pequena orquestra. Na transição do cinema mudo para o cinema sonoro, a música adquire ainda maior importância, não sendo casual o título do primeiro filme sonoro,
O Cantor de Jazz.
De ilustrativa e acessória, a música tornou-se fulcral na narrativa, surgindo um género específico de música para filmes, com compositores como Sergei Prokofiev, Dimitri Shostakovich, Arthur Honneger e Erich Wolfgang Korngold, tendo-se outros, como Miklós Rósza, Nino Rotta, Maurice Jarre, Bernard Herrmann, Michel Legrand, Ennio Morricone, John Barry ou John Williams, tornado especialistas nesse género. A ascensão do género Musical, na época dourada de Hollywood, dá à música um papel central, para o qual concorreram compositores como George Gershwin,
Cole Porter, Irving Berlin, Richard Rodgers, Stephen Sondheim e Leonard Bernstein.

