Da primeira vez que Passos voltou ao tema muitos não quiseram acreditar, mas agora o primeiro-ministro foi claro: precisamos da baixa da TSU “como de pão para a boca”. O chefe do governo diz que isso iria aumentar o investimento e o emprego. Como? Não explica.

Numa reunião interna do PSD, Passos defendeu que vai baixar a Taxa Social Única “à custa de mais contribuições”. Ou seja, querem-nos vender que a operação seria neutra para a Segurança Social, benéfica para os patrões e que eram os novos empregos criados que iriam pagar a fatura.

Quem dera. Mas não é assim. Para reduzir um ponto percentual da TSU só seria compensado com mais de 100.000 novos empregos. Para os mais distraidos, relembramos que o desemprego aumentou nos últimos três meses, com o desemprego real a atingir os 29%. Já o emprego não tem crescido, o que é normal, considerando que a taxa de crescimento do PIB está perto dos 1%.

Em Portugal os custos do trabalho já são muito reduzidos, comparando com outros países da OCDE. Um terço dos custos na Alemanha.

A proposta de redução da TSU do governo foi derrotada com a maior manifestação desde 1975 ainda há três anos. Mas Passos não se esquece que foi eleito para reduzir o valor dos trabalho e, por isso, mesmo na reta final do seu desgraçado mandato, não perde a oportunidade de voltar à carga com um fanatismo radical que só pode ser visto como anti democrático.

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