CRÓNICAS DO QUOTIDIANO – A ÚNICA MORTE QUE HAVEMOS DE TEMER! – por Mário de Oliveira

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O que mais se exige das maiorias da população, em cada uma das nações do mundo, é que todas cresçam de dentro para fora e apareçam. Só assim, varrem, de vez, das suas vidas, os intermediários – todos os agentes do poder – que, geração após geração, lhes roubam a voz, a vez, e ainda se fazem passar por seus benfeitores. Jamais somos sociedades em estado de maioridade, enquanto houver intermediários, a pior praga que mantém as populações em estado de menoridade. Parece uma fatalidade. É uma guerra fratricida, em que apenas uma pequena parte dos nascidos de mulher entra decidida a desenvolver-se, não para “puxar” pelos demais, sim, para os substituir/dominar. Serem reis, sacerdotes, suas excelências. Não! Não é da natureza humana. É o mais mortal desvio da natureza humana que urge denunciar, combater, evitar. Uma sociedade com intermediários, em lugar de minorias maiêuticas, é uma sociedade condenada a desaparecer. Essa é, até, a única morte que havemos de temer. A morte política. Mata o Humano. Nas minorias intermediárias. Nas maiorias que, assim, não saem da menoridade. Da natureza humana é que, em terra de cegos, quantas, quantos têm um olho resistam à tentação de serem os intermediários das maiorias que o não têm, ou só mais tarde o terão, se “puxadas” de dentro para fora. A vocação/missão de quantas, quantos, em terra de cegos, têm um olho, é serem presenças maiêuticas entre as maiorias e com elas. Para que todas, todos cresçamos de dentro para fora e nos assumamos na história. Se caem na tentação de se constituírem intermediários das maiorias, tornam-se os maiores inimigos da vida, da humanidade. No lúcido dizer de Jesus, o ser humano que mais se dá para que todos cresçamos de dentro para fora, até sermos sujeitos das nossas próprias vidas, são minorias que se constituem só para roubar, matar, destruir. Às quais temos o imperativo ético, político, de resistir, desobedecer, não alimentar. Até que reconheçam o seu pecado/crime e se convertam.

15 Abril 2015

 

 

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