EDITORIAL – Em 14 de Maio de 1948 foi criado o Estado de Israel

logo editorialEm 14 de Maio de 1948, adoptando uma resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas datada de 29 de Novembro de 1947, David Ben-Gurion declarou solenemente criado o Estado de Israel. Se nos disserem que o território ocupado actualmente por Portugal corresponde ao de Liliput visitado no início do século XVIII por Gulliver e que os liliputianos, espalhados pelo mundo, perseguidos, vítimas da xenofobia, querem recuperar a sua pátria ancestral, pelo que temos de abandonar as nossas terras e dá-las aos seus legítimos proprietários, o mais que podemos fazer é soltar uma boa gargalhada.

Se os fundamentalistas islâmicos reclamarem o Al Andalus como sua pátria e quiserem recuperá-la, sem negar a evidência de que o território que actualmente (desde há quase um milénio) ocupamos teve outros donos, temos de responder que, embora os Árabes tenham ocupado grande parte da Península durante mais de sete séculos, criando aqui uma civilização de um grande esplendor, agora estamos cá nós e antes deles virem, estiveram os Romanos, e antes destes os Fenícios, Gregos, Cartagineses, e antes desses… Para onde iríamos? Com tantos senhorios a quem pagar renda, como nos arranjaríamos?

Esta situação, disparatada, que aplicada à nossa terra logo vemos ser absurda, passou-se com os Palestinianos. Num livro muito antigo, sem valor no universo islâmico, diz-se que ali foi o berço de Israel. E, assim, foram os palestinianos desapossados das suas casas, das suas terras, das suas árvores… Hoje, o Estado de Israel é um país da Ásia Ocidental, situado na margem oriental do Mediterrâneo. Tem uma área de 20 770 / 22 072 km². As suas fronteiras não fixadas oficialmente, situam o Líbano a Norte, a Síria e a Jordânia a Leste e o Egipto a Sudoeste. A Cisjordânia e a Faixa de Gaza, confinam também com Israel. Alberga uma população de cerca de 7,5 milhões de habitantes, dos quais 5,62 milhões são judeus. Dentro do segmento árabe, predominam os muçulmanos, havendo cristãos, drusos, samaritanos e outros. Gostemos ou não, o Estado de Israel  é uma realidade.

Um crime não se remedeia com um crime. Destruir, pulverisar Israel, como defendem os islamistas, seria hediondo – que culpa têm os actuais habitantes do território? A solução passaria por extinguir o Estado judaico e criar uma comunidade onde palestinianos e judeus pudessem conviver pacificamente. Os Estados Unidos, que se auto-nomearam polícia do mundo, poderiam empregar a sua força para impor uma solução pacífica. Bem nos podemos sentar e esperar que os Estados Unidos actuem de forma justa e empreguem a força do seu império para impor a paz.

 

 

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