EDITORIAL: EM DIA DE EXAMES, DÚVIDAS SOBRE AS ATITUDES DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Fala-se de “modificação” de notas finais. Foi o que sugeriu o presidente do logo editorialConselho Científico do Instituto de Avaliação Educativa que criticou Nuno Crato por incentivar as escolas a baixar as notas internas para não destoar do resultado dos exames. O Ministério defendeu-se dizendo que o que pede é que as provas mantenham “semelhança conceptual e estrutural com as provas equivalentes de anos anteriores” …

Há 217 mil alunos dos 4.º e 6.º anos a fazer exames hoje e  quinta-feira, de Português e de Matemática. Para o ministério, pretende-se monitorizar o sistema. Os alunos ou os professores? Há quem ache que são estes últimos, que são avaliados pelo resultado dos alunos. Professores constatam que se criou um clima de competitividade que atinge as crianças cada vez mais cedo. Explicadores precisam-se! Há alunos há meses com aulas extra

Por outro lado, repetindo o que aconteceu no ano anterior, os exames deixam milhares de alunos sem aulas. Por isso, pais e escolas reclamam passagem dos exames do 4.º e 6.º para o fim do ano letivo. É que, para os exames se poderem realizar, outros alunos não podem ter aulas e têm de ficar em casa. Os alunos mais afetados e que vão perder mais aulas são os do 5.º, 7.º, 8.º e 9.º anos, uma vez que a maioria das escolas onde se vão realizar os exames são básicas do 2.º e 3.º ciclos.

 

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