A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Aquele que anuncia a verdade, e a aponta com seu dedo, nada tem que ver com Judas Iscariote que apontou e mostrou Jesus Cristo aos soldados, na noite mais amarga de todas. Apontar, esse gesto aparentemente tão “natural”, deu início a uma cultura moral que recaiu sobre a Humanidade (especialmente portuguesa) a partir do próprio Judas que, roído de remorsos, se enforcou. Temos, pois, de aceitar esta conclusão cruel: – É “criminoso” apontar!
de forma declarada, no âmbito do Decreto-Lei nº35046 (de 22 de Outubro) de 1945, que criou a Polícia Internacional de Defesa do Estado (PIDE). Como os ventos da História já haviam mudado, invocou-se na criação desta polícia política o modelo da Scotland Yard… A acção vigilante de «defesa do Estado», além da administração pública e da organização para-militar «Legião Portuguesa», ficou a contar com um “exército” de «informadores» civis, pagos à tarefa ou mensalmente, com direito a bónus segundo a “qualidade” da denúncia…