No Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, Aveiro, entregaram uma frase para completar aos “idosos” que o frequentam. Era ela: “Antes de morrer, quero…” Eles fizeram-no.
A ideia não era original, já tinha nascido em Nova Orleães, com a artista e bolseira da TED Candy Chang. Mas aqui nas nossas bandas, um grupo de cinco profissionais — uma gerontóloga, um animador sociocultural, uma assistente social, uma enfermeira e uma administrativa tentaram realizar os sonhos de pessoas entre os 65 e os 95 anos.
As respostas foram desde “Andar de avião, voltar a conduzir, dar um grande beijo na boca, cantar para uma plateia…. Partilhados no facebook, chegaram propostas de pessoas, empresas e instituições.
Alguns dos sonhos forma possíveis de realizar: o senhor Alfredo e a Vitória foram voar andar de avião (“Lá de cima vi a Serra do Caramulo. Nem estava a acreditar… A única coisa que sentiu enquanto conversava com o piloto foi “felicidade e muita surpresa”), a Fidalga cantou para uma multidão no Theatro Circo, a Palmira voltou à Figueira da Foz, o José conduziu, o Manuel entrou num navio, a Palmira da Graça foi comer tripas de vinha d’alhos e a Alice encheu de abraços o Marco Paulo.
Ainda no Centro do país, no Juncal do Campo, Castelo Branco, “avós” experimentaram grafitar paredes. Participam nos Workshops do projeto Lata 65. Uma delas, de seu nome Beatriz Nunes, 87 anos, diz: “Temos umas coisinhas para contar”.
O trabalho partir do Wool, Festival de Arte Urbana da Covilhã, em 2011. Depois de Lisboa, chegou a esta cidade.