A candidatura de Sampaio da Nóvoa começou bem. Anunciou ao que vinha, apresentou-se em nome próprio, pediu e agradeceu – por antecipação – o apoio dos que se lhe quisessem juntar.
Assim deve ser. Os candidatos devem começar por ser eles próprios e apresentar-se – com as suas ideias, propósitos e propostas – para depois, com os seus méritos, se seguirem os apoios de outros – partidos, forças sociais, cidadãos – a ordem das coisas não é irrelevante.
O Presidente da República não pode ser um cavaco mandado dum qualquer partido ou fracção – nacional ou estrangeira – (basta o que temos).
As funções e responsabilidade presidenciais requerem uma liberdade e independência pessoais – guiada pela razão nacional – acima dos (por vezes contra os) interesses dos aparelhos partidários.
Começou bem mas parece patinar na angústia (logo, logo, que se faz tarde) de não agradar ao PS o suficiente para estar com ele. Estará a candidatura contagiada? Dizem ilustres vários, doutos comentadores e analistas, que não se ganham eleições sem o suporte duma máquina partidária (organização e finanças) oleada. E a máquina do PC não chegando para as necessidades, menos ainda a do BE.
Uma coisa seria Nóvoa conseguir o apoio de partidos de esquerda – com maior ou menor entusiasmo, por adesão ou falta de alternativa – outra é entregar a candidatura nas mãos – no aparelho – dalgum deles. É fazer da candidatura coisa outra que a primeiro anunciada e alienar o apoio de muitos para quem a distância das atuais direções partidárias é imperativo higiénico.
Talvez sem noivar o PS Nóvoa não chegue a Presidente da República de Portugal mas se para o conseguir se tornar na sua “Rainha de Inglaterra” então não o merece.


Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és. Será muito interessante ler o elogio do Professor Doutor Sampaio da Nevoa quando do seu doutoramento “HC” pela Universidade do Algarve. O autor do panegírico foi o Professor Doutor Barata-Moura, antigo Reitor da Universidade Clássica de Lisboa que, como parece, não teria sido tão encomiástico se não houvesse uma qualquer outra coisa muito poderosa – para além dos imensos méritos do doutorando – a determiná-lo. Será uma má impressão?
Tiro no navio almirante ou bombardada num submarino?
CLV