FUSO – FESTIVAL ANUAL DE VÍDEO ARTE INTERNACIONAL DE LISBOA, DIA 27, ÀS 22H E 23H15, NO MUSEU DO CHIADO

Tem início a 25 de Agosto mais uma edição do FUSO – festival anual de video arte internacional de Lisboa. Desta vez é a Lisboa dos jardins, terraços e esplanadas, por vezes distante do público em geral, que abraça as noites de Verão com uma plateia de espreguiçadeiras preparada especialmente para a apresentação de experiências artísticas marcantes da Vídeo Arte.
Cinco dias de viagem pela Vídeo Arte sugerem, anualmente, um percurso temático abrangente fora do contexto habitual de galerias e museus, em espaços ao ar livre, com entrada gratuita.

A par de uma selecção realizada a partir do open call FUSO, com uma programação distinta que divulga a vídeo arte portuguesa, apresentaremos obras, confrontando linguagens já históricas às mais contemporâneas, que cruzam o vídeo, a performance e o cinema, seleccionados e apresentados por curadores internacionais que desenharam este programa exclusivamente para o FUSO.

 franceschi
Juntado artistas, curadores, um elevado número de público geral, especialista e responsáveis de grandes colecções de vídeo arte e instituições artísticas nacionais envolvidas nessa pratica contemporânea, veremos obras da América do Norte e do Sul, Europa e Médio Oriente. Ernesto de Sousa, criador nos anos 70 do primeiro evento de vídeo arte em Portugal.

Jardim do MNAC – Museu do Chiado 27 AGO // 22h00 _ XAVIER FRANCESCHI // VERTIGO [FRAC ÎLE-DE-FRANCE]
Apresentação: Xavier Franceschi // Duração:66

Vertigo reúne um grupo de obras que provêm, na sua totalidade, da colecção do Frac da Île-de-France. De várias maneiras, em meio a contrastes muito intensos, o espectador mergulhará sucessivamente no divertimento, no deslumbramento, na dúvida ou no pavor.
Quer se trate da visita – muito acompanhada – a uma vivenda modernista (Ulla von Brandenburg), de jogos conceptuais simultaneamente simples e radicais (Pierre Bismuth), da visão de uma casa habitada por fantasmas (Alejandro Cesarco), de um retrato cujas tonalidades depressivas também revelam uma grande humanidade (Margaret Salmon) ou de um encontro que se transforma em pesadelo (Karen Cytter), os artistas propõem, com grande diversidade, experiências vertiginosas que não deixarão o espectador ileso.

Jardim do MNAC – Museu do Chiado 27 AGO // 23h15_ ISABEL ALVES // ECOS DE ENCONTROS SOLARES
Apresentação: Isabel Alves // Duração: 45

A presente escolha pretende homenagear dois artistas contemporâneos, Phill Niblock e Ernesto de Sousa.
Phill Niblock, tem um percurso artístico com mais de meio século de actividade como cineasta, fotógrafo e compositor. É director da Experimental IntermediaFoundation desde 1985, e a sua relação com Portugal partiu de um contacto próximo que estabeleceu com Ernesto de Sousa a partir do final da década de 1970. A apresentação de “Ultimatum”, deste último, na Experimental Intermedia Foundation ,em 1983, esteve na génese da “Bolsa de Arte Experimental Intermédia – Bolsa Ernesto de Sousa”.

Assim, desde 1992 até 2013, durante 20 edições, sob a orientação de Niblock, foram beneficiários da Bolsa, que tinha lugar em Nova Iorque, criativos como Rafael Toral, Manuel Mota, Margarida Garcia, João Paulo Feliciano, David Maranha, Adriana Sá ou André Gonçalves, entre outros.

 Entre as suas múltiplas áreas de actividade Phill Niblock trabalhou com SunRa. O filme The Magic Sun (SunRa) foi rodado em 1968, no ambiente artístico alternativo de Nova Iorque. Através da gravação de um grande plano do músico e do instrumento, Niblock conseguiu transformar este filme de 17 minutos, também pela intensidade das imagens e do som, num clássico do cinema underground.
Por coincidência temporal, teve lugar em Agosto de 1969 um acontecimento de que Ernesto de Sousa foi o principal dinamizador, “O Encontro do Guincho”, que designou por “encontro como arte” (“meeting as art”). O ponto de partida foi um projecto de Noronha da Costa para um filme. Do programa constava a destruição a tiro de um objecto deste artista. Colaboraram nesta acção, além dos dois citados artistas, os alunos do Curso de Formação Artística. Estiveram ainda presentes, entre outros:Melo e Castro, Maria Alberta Menéres, Carlos Calvet, Fernando Pernes, Ana Hatherly, Artur Rosa, Helena Almeida, Jorge Peixinho, Clotilde Rosa e António Pedro Vasconcelos entre outros.

Deste “happening” resultaram diversos registos fílmicos, um deles de Carlos Calvet. Os que esta sessão dará a ver são da autoria de Manuel Torres e de Joaquim Barata.

Esta sessão termina com o filme de Manuel Torres, Convívio no Carrascal, 1967, Alunos e professores do Curso de FormaçãoArtística (CFA) da SNBA, 1967, 5’que reflecte o espírito de interacção entre alunos e professores do CFA, entre os quais se encontram, José-Augusto França, Manuel Taínha, Adriano de Gusmão, Ernesto de Sousa, Sena da Silva,Blanc de Portugal, Santos Simões, Fernando Conduto, Sá Nogueira, entre outros.

JARDIM @ MMNAC – MUSEU DO CHIADO // 27 AGOSTO
Rua Serpa Pinto 4, 1200 Lisboa // +351 213 478 629

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