A 30 de Agosto de 1999, o povo do Timor-Leste decidiu, em referendo, pela independência.
mmm miguel madeira – 12 maio 2012 – TIMOR LESTE – Dili – reportagem em timor sobre os 10 anos da independencia bandeira de timor leste bandeiras
Depois da ocupação indonésia de 1975, uma política de genocídio resultou num longo massacre de timorenses. No dia 12 de Novembro de 1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em Díli, onde morreram cerca de 200 pessoas.
Em Outubro de 1996 foi atribuído o Prémio Nobel da Paz ao bispo Ximenes Belo e a José Ramos Horta. Em Julho de 1997, Nelson Mandela, já presidente da África do Sul, visitou o líder da FRETILIN, Xanana Gusmão, que estava na prisão. Estes factos levaram a que a causa de Timor-Leste pela independência ganhasse maior repercussão e reconhecimento mundial.
Foi no ano de 1999 que os governos de Portugal e da Indonésia começaram, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da Organização das Nações Unidas.
Mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia 30 de Agosto de 1999 para votar na consulta popular, apesar das intimidações vindas da Indonésia. O resultado disse, sem margem para dúvidas, que 78,5% dos timorenses queriam a independência.
Mas, até que se conseguisse uma declaração da independência, que só correu no dia 20 de Maio de 2002, os timorenses tiveram que sofrer as consequências da sua ousadia, com a violência, destruição que lhes infligiram. É que a Indonésia, tendo perdido nas urnas, teve que se retirar mas fazendo-o deste modo e com a deportação forçada para Timor Ocidental de cerca de 300 mil timorenses.