SINAIS DE FOGO – APRESENTAÇÃO & PESTE – por Soares Novais

sinais de fogo
Soares Novais - II
1 – A coligação de direita (1) apresenta, amanhã, a lista dos candidatos a deputados pelo distrito do Porto.

A lista volta a juntar no topo o menino da Foz e o finório da operária Vila de Fânzeres, que se faz acompanhar do presidente da Distrital “laranja” e do líder do PSD/Valongo.
Isto é, com excepção do ainda senhor ministro, os primeiros da lista ou foram paridos ou amamentados em Valongo ou nas suas redondezas.
Trata-se de gente de enorme relevância política, cultural e social no seu círculo de influência. Por certo, é gente competente e lavada, pois, ao longo de dezenas de anos, ficámos fartos de governantes e deputados de perfil duvidoso, para não dizer criminoso:
“Senhor Ladrão/De leis armado/Foge do povo/No nosso carro/Senhor Ladrão/Foge às respostas/Não dá dois passos/Sem duas portas/Senhor Ladrão/Perdeu o verniz/Chama a Polícia/Prende o juiz/Senhor Ministro/Ladrão perfeito/Assalta e foge/Depois de eleito” (2)

2 – Fede o “ajuste directo” para entrega a privados dos transportes colectivos do Porto. (3).

Cheira mal, muito mal. E revela, também, a que ponto chegou o descaramento do governo da nação.
Como sempre acontece, os espertalhaços fazem soar a cassete do “interesse público relevante” para, assim, tentarem justificar a golpada.
O secretário Sérgio é quem mais uma vez dá a cara por esta intenção de lesa-cidadania.
Soqueia também, com violência, os edis da Área Metropolitana do Porto – em geral, privatizadores  natos, mas que se acham com uma palavra a dizer.

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(1) A apresentação da lista terá como palco o Palácio da Bolsa. Aqui sugiro aos responsáveis da Associação Comercial do Porto que recomendem aos funcionários da limpeza especial esmero.

(2) Poema “Senhor Ladrão”, de César Príncipe, in Jornal Popular/Notícias do Resgate, edição da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto (Setembro de 2013).

(3) A partir das 18 horas da próxima terça-feira há uma concentração na estação da Trindade, onde devemos dar voz ao verão do nosso descontentamento.

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