Na Gulbenkian – Palco do Grande Auditório dia 9 de Setembro às 20:30
CHIFLÓN, El Silencio Del Carbón
Próximo Futuro
Este espectáculo terá mais apresentações, nos dias 10 e 11 de setembro, às 20.30h, também no Palco do Grande Auditório, e nos dias 12 e 13 de Setembro, às 16h, na Casa-Arquivo (Jardim Gulbenkian).
Encenação: Santiago Tobar
Um jovem mineiro é expulso da mina de carvão em que trabalha. A sua única hipótese de continuar empregado é rumar até à zona de Chiflón del Diablo, um dos locais mais perigosos de exploração mineira. Situações quotidianas dão-nos a conhecer a intimidade e as fragilidades das personagens, o heroísmo diário de um mineiro, a espera incondicional e a incerteza vivida pela mulher, que não sabe se o seu mineiro regressará. É uma realidade esquecida pela História, ou talvez enterrada nas profundezas das minas de carvão, imersas num verdadeiro silêncio negro.
A Compañía Silencio Blanco (Chile) faz uma releitura do conto “El Chiflón del Diablo” de Baldomero Lillo, eminente autor chileno, que expressa o lado humano das personagens através de marionetas de papel branco, que não falam e contam a história através do seu movimento, gestos e universo sonoro sem recurso a qualquer diálogo. O público deve submeter-se também ao silêncio, dando significado à narrativa pela sua própria experiência. Depois de “De Papel” (M/2), que também estará em cena na Fundação Calouste Gulbenkian a 12 e 13 de Setembro, e de “El Pescador”, “Chiflón, El Silencio del Carbón” é o terceiro espetáculo criado pela Compañía Silencio Blanco, um processo criativo que durou mais de dois anos, incluindo uma viagem de pesquisa à cidade mineira de Lota onde as marionetas foram construídas.