EXPOSIÇÃO “A LUZ DE LISBOA” – A LISBOA DE JOSÉ NASCIMENTO por Clara Castilho

De 17 de Julho a 20 de Dezembro de 2015, decorre a exposição A Luz de Lisboa no Torreão Poente do Museu de Lisboa, no Terreiro do Paço.

Um dos realizadores que nela foram incluídos é José Nascimento, com o filme “Repórter X”.

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José Nascimento (1947) é um cineasta português, que inicia a sua actividade na prática de documentários culturais e do cinema militante português, usando as técnicas do cinema directo.

Trabalhou na RTP, assinando em 1973 e 11974 os programas Ensaio e Impacto, da autoria de João Martins.

Sócio fundador da Cooperativa de Cinema Experimental Cinequipa após a Revolução de 25 de Abril de 1974, , com Fernando Matos Silva e João Matos Silva, realizou vários documentários: Caminhos da Liberdade , Aquilino e Mestre Zé , Pela razão que têm, Terra de Pão, Terra de Luta, e Julho no Baixo Alentejo e outros filmes do chhamado “cinema militante” português que focam as alterações sociais provocadas pela revolução, particularmente nos meios rurais.

Destinado a ser exibido na RTP  realizou o documentário sobre a figura de Manoel de Oliveira, para a série Écran ( 1981) em homenagem aos cinquenta anos de actividade cinematográfica de Oliveira, integrando excertos das suas obras.

Durante alguns anos rege a cadeira de montagem de filmes na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Trabalha na área de montagem e na assistência de produção de vários filmes.

Em 1986, realizou o filme, o Repórter X, tem como personagem principal Reinaldo Ferreira, famoso jornalista dos anos 20 que rodou também alguns filmes num estilo entre o policial e o humorístico, invulgar na época.

Repórter X (1987)

97 min/Ficção

Realização:  ·  José Nascimento

Argumento:  ·  Edgar Pêra  ·  José Nascimento  ·  José Álvaro Morais  ·  Manuel João Gomes

A história de uma personagem criada por Reinaldo Ferreira (1897-1935), repórter de acção, novelista de mistério e jornalista de emoção.
Sobrepondo o imaginário à realidade portuguesa da época (anos vinte e trinta), faz-se um cruzamento da ficção com a sensação da realidade…
[Fonte: José de Matos-Cruz, O Cais do Olhar, p.229

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