A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Nossa urgência gritante é a da crise humanitária. Preciso, portanto, citar um dos artigos mais pungentes e expressivos que li sobre o assunto. Trata-se do que publicou a jornalista Dorrit Harazim no jornal O Globo de domingo, 6 de setembro. O título – ‘Onde está o mundo?’ – ressoa como a pergunta trágica de Rilke: “Quem, se eu gritasse, me haveria de ouvir entre as hierarquias dos anjos?”
Pois é… Cá estamos de volta a uma “novidade” bem mais antiga do que se acredita. Um recorte do jornal O Globo, de 1927 (isso mesmo, mil novecentos e vinte e sete), que chegou ao meu computador hoje, diz, em pouquíssimas palavras, que 450 pessoas, entre eles muitos gregos e poloneses, que embarcaram num navio de contrabandistas rumo aos Estados Unidos, na esperança de entrarem ilegalmente na “América”, foram jogadas ao mar e morreram afogadas quando o barco em que viajavam foi perseguido pelas Marinhas dos dois países.
Sic transit gloria mundi.
Tomara que o sacrifício silencioso do menino Aylan ajude, REALMENTE, a despertar a consciência da Humanidade.
Davy.
Obrigada, Davy;
grande abraço solidário com o mesma esperança de que a consciência humana desperte.
Na passada segunda-feira, numa conferência a que assisti, o orador disse mais ou menos isto:
– Havia um espaço onde as pessoas e os bens circulavam livremente, onde a língua em que entendiam era a mesma e onde se praticava uma só religião mas onde todas eram aceites. Um dia essa região resolveu fechar as suas fronteiras para impedir a entrada de povos que para lá queriam ir viver, fugindo das suas terras. Cem anos depois, sucumbiu e desmembrou-se totalmente.
Falava, o orador, do Império Romano.
Façamos a comparação com a Europa actual, e pensemos!