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No ciclo «À mesa» lembrámo-nos do livro Comida, de Miguel Castro Caldas, editado pela Douda Correria em 2014. E, para o vir ler, convidámos Gonçalo Waddington, para quem o texto foi originalmente composto e que o encenou e interpretou no Teatro Maria Matos em 2006.
«também tenho uma boca que muda lamento
com a elasticidade das bochechas enchidas de comida e não de terra as mandíbulas alavancas dos dentes e a língua muda também a falar a língua muda a boca muda
a pele muda à volta do nariz e dos olhos e das orelhas e a testa muda porque nos espantamos com o que vemos estamos vivos porque depois nem pele passado um tempo quanto depende do grau de humidade e desumanidade
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Às 16h, Diana Dionísio, Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas partem todos do mesmo poema de Mário Dionísio, chegam todos ao mesmo poema de Mário Dionísio, mas pelo meio metem as vozes que cada um deles quiser.
«Direis que não é poesia» é uma rubrica de espectáculos que já teve onze sessões diversas na Casa da Achada. Desafiámos e desafiaremos pessoas e grupos de pessoas para não fazerem, a partir da poesia de Mário Dionísio, simples recitais mas sim criarem novos objectos: música, dança, vídeo, leituras encenadas, pintura…
À noite, às 21h3o (não se atrasem, que o espectáculo começa a horas), o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada apresenta A missão de Arulalagan, um texto de Joaquim Paulo Nogueira, interpretado pelo próprio e por Moin Uddin Ahamed, dirigido por F. Pedro Oliveira e com a participação musical de Fernando Chainço.
A missão de Arulalagan, é um pequeno espectáculo bilingue criado a partir do texto A Missão /F14 que Joaquim Paulo Nogueira escreveu em 2003, para corresponder a um desafio de Giovanni Clementi, dramaturgo italiano. A proposta de Clementi foi feita nos Encontros Internacionais de Dramaturgia de Valdigna, Valência, num momento em que os mares da costa italiana se tinham tornado um cemitério de refugiados. Proposta feita junto de vários autores, italianos, portugueses e espanhóis. Para este trabalho, agora no Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, foi acrescentada uma versão para bengali, que tenta acentuar a ilegibilidade e a não compreensão verbal como possibilidade de criar um entendimento mais forte e intenso do outro. Deixar de perceber para começar a compreender. |
Vamos inventar, fabricar, aprender e jogar à mesa.
Nos próximos domingos:
– Nos dias 20 e 27 de Setembro, sempre às 15h30, vamos jogar xadrez – do exercício ao jogo a sério – com Ricardo Alves.
Para todos a partir dos 6 anos.
Depois, às 18h, vamos conversar sobre o Tratado Transatlântico, organizado pela plataforma Não ao TTIP. |
Ao fim da tarde, pelas 18h30, vamos continuar a leitura da 2ª parte, «Prestigio e fim duma ilusão», de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. A leitura comentada e com projecção de imagens, por Manuela Torres, é do 7º capítulo, «Não vejo o que sejam anjos».
Mais tarde, às 21h30, projectamos, ao ar livre*, o filme Como água para chocolate (1992, 105’) de Alfonso Arau. Quem apresenta é Marta Raposo.
Para o ciclo «À mesa» vamos andar a pensar e a discutir a mesa, o que comemos, o que fazemos à sua volta. O ciclo de cinema é sobre comida – filmes de fartura e filmes de fome. A programação completa pode ser vista aqui.
* se chover a projecção será dentro da Casa da Achada. |
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O CORO DA ACHADA CANTA:
- APRESENTAÇÃO DO OBSERVATÓRIO DA CANÇÃO DE PROTESTO
com Mundo Seguro e Sam The Kid, Francisco Fanhais, Banda SMFOG e Manuel Freire
Jardim 1º de Maio, 21h30
«O Observatório da Canção de Protesto, criado através de um acordo de parceria entre a Câmara Municipal de Grândola,a Associação José Afonso, o Instituto de Etnomusicologia e o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e a Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense, visa a promoção do estudo, salvaguarda e divulgação do património musical da canção de protesto, produzido ao longo dos séc. XX e XXI, e da sua divulgação através da realização de iniciativas culturais diversas: encontros, colóquios, congressos, publicações, exposições, ações didáticas e espetáculos.
Às 17:00 do próximo dia 19 na Sede da SMFOG decorre a apresentação e o primeiro encontro do Conselho Consultivo do OCP, composto por personalidades ligadas à canção de protesto – autores, cantores, académicos, jornalistas.
Às 21:30 no Jardim 1º de Maio Francisco Fanhais, Manuel Freire, o Coro da Achada, os rappers Mundo Segundo e Sam the Kid, e a Banda da SMFOG apresentam diferentes perspectivas e sensibilidades artísticas que juntam a música e a palavra à consciência social e política. A cantiga como arma na construção de um mundo mais justo e solidário.»
NO NOSSO HORÁRIO DE ABERTURA:
2ª, 5ª e 6ª feiras, das 15h às 20h
sábados e domingos, das 11h às 18h
- EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Voltamos, passados quatro anos, à exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis que abordam as várias facetas da vida de Mário Dionísio – a infância e juventude, a faculdade, a escrita e a crítica artística e literária, a militância política, o ensino, a pintura -, complementados por desenhos e pinturas e por seis vitrines que reúnem uma pequena amostra de documentos e materiais biográficos pertencentes ao espólio do autor.
Uma exposição importante para conhecer melhor a actividade de Mário Dionísio, particularmente numa altura em que a participação de muita gente na vida pública deste país e do mundo é facilmente esquecida. Servirá também como preparação para o Congresso Internacional Mário Dionísio, que se realizará em Outubro de 2016.
- BIBLIOTECA E MEDIATECA DA ACHADA
A Biblioteca da Achada tem secções de Literatura, Arte, Cinema, Teatro, História, Ciência, Literatura Infanto-Juvenil, etc… Pode-se ler no local ou requisitar livros.
Na Mediateca da Achada estão disponíveis os filmes que temos vindo a projectar nos nossos ciclos de cinema.
O catálogo da Biblioteca e Mediateca está disponível na internet, aqui.
Há também outros pólos da Biblioteca aqui no bairro. Podem visitar e ler livros no pólo do Posto de Atendimento de São Nicolau da Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, na Rua da Prata, e no Espaço AmbiJovem, no Largo dos Trigueiros.
- LIVROS LIVRES
No terraço da Casa da Achada. É só entrar, escolher, sentar-se um pedacinho ou a tarde inteira a folhear ou a ler. Para continuar, levar o livro começado ou a começar. E era bem bom deixar outro para o próximo que vier. Hoje mesmo ou amanhã.
EM QUALQUER DIA, COM MARCAÇÃO, É POSSÍVEL CONSULTAR:
- CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO
Constituído pelo arquivo de Mário Dionísio e pela sua biblioteca e de Maria Letícia Clemente da Silva (mais de 6000 volumes e mais de 200 publicações periódicas).
O catálogo pode ser consultado na internet, aqui.
QUEM QUER EXPERIMENTAR TEATRAR?
- GRUPO DE TEATRO DA ACHADA
Quem quer experimentar usar a voz e o corpo para dizer coisas com ou sem palavras? O grupo, com F. Pedro Oliveira, ensaia habitualmente todas as terças-feiras às 21h. É só aparecer e participar.
QUEM QUISER E PUDER PODE AJUDAR A CASA DA ACHADA:
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