Lembremos :
-
as que em 1909 fundaram a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas (1909-1919), desafiando as instituições e mentalidades então vigentes, inscrevendo no seu programa o direito ao voto, o direito ao divórcio, a igualdade de direitos para a mulher, a instrução para a criança, a igualdade para a mulher na instrução e no trabalho, entre outras reivindicações.
-
as que em 1910 conseguiram a supressão do dever de submissão das esposas aos seus maridos, através de novas disposições legais que caminhavam para a igualdade mulheres-homens no casamento e na filiação, a autorizado às mulheres o acesso ao trabalho na administração pública, que as consequências legais do adultério passassem a ser iguais para as mulheres e os homens.
Lembremos, concretamente :
-
Carolina Beatriz Ângelo mulher que votou pela primeira vez, aproveitando-se da omissão legal sobre o sexo do chefe de família e que em 1911 presidiu à Associação de Propaganda Feminina.
-
Adelaide Cabete que, depois de ter casado aos 18 anos, analfabeta, começou a estudar aos 20, entrou para a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa aos 29 anos e em 1900, defendeu a tese “A protecção às mulheres grávidas pobres, como meio de promover o desenvolvimento físico de novas gerações”. Tornou-se a terceira mulher a concluir Medicina no país.
Em 1910, participou activamente na aventura da implantação da República. Com duas companheiras, coseu e bordou a bandeira nacional hasteada a 5 de Outubro na Rotunda, em Lisboa. Em 1912 reivindicou o voto das mulheres.
-
Maria Veleda que, aos quinze anos começou a trabalhar como professora do ensino livre, ganhando a sua autonomia económica. Foi responsável pela secção “Missa democrática”, do jornal “A Vanguarda”, destinada a politizar as mulheres e onde defendia a participação destas na mudança das mentalidade e na construção de uma sociedade mais justa, solidária e fraterna. Consciente da situação de desigualdade em que as mulheres viviam, defender a igualdade de direitos jurídicos, cívicos e políticos entre os sexos.


Deste tema há,um Livro de Fina D’Armada,muito interessante,o titulo é Mulheres Republicanas.