EDITORIAL – UM PARTIDO RESPONSÁVEL

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Decorrem negociações a vários níveis (pelo menos é o que consta), sobre a constituição do novo governo português, após as eleições legislativas de 4 de Outubro. Haverá quem pense que já está tudo decidido, e que vamos ter um governo PàF, ou seja da coligação PSD/CDS, com a abstenção, isto é, a não oposição do PS. Os 20 % (ou quase…) que votaram mais à esquerda, na prática, será de prever que não contarão para nada, e a elevada taxa de abstenção não será motivo de nenhuma reflexão séria.

O PS continuará a ter o papel de partido de charneira (ver link abaixo), como já em tempos o tinha definido Mário Soares. A questão é que o vai continuar a ser apenas num quadro de manutenção do statu quo, in statu quo ante, de manutenção do estado anterior de coisas, ao qual Portugal ficou sujeito quando aderiu à União Europeia. O nosso país continua com uma estrutura social semelhante à que existia antes do 25 de Abril de 1974, com uma enorme diferença entre a minoria dos mais ricos, e o grande número dos menos abastados, entre os quais aumentam os que vivem indubitavelmente em estado de pobreza, com o consequente recurso á emigração de boa parte dos mais capazes de lutar pela vida. O poder financeiro continua com grande influência, apesar de todos os escândalos que têm vindo à luz do dia.

A alteração deste statu quo terá de partir de quadrantes que não se limitem ao actual espectro partidário. Com certeza que haverá quem integre os actuais partidos e que esteja desejoso de dar o seu contributo. E fora deles também. A questão é aparecerem as necessárias plataformas de entendimento. Que terão de ser alargadas a outros países, a começar pelos que estão em situação semelhante à de Portugal.

Propomos esta leitura:

http://www.publico.pt/politica/noticia/clarificar-a-esquerda-negociar-ao-centro-e-a-direita-1710437

 

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