A intervenção russa na Síria tem enchido os cabeçalhos e aberto os telejornais. Entretanto, em outros locais do Próximo e do Médio Oriente ocorrem (melhor dito, continuam a ocorrer) factos extremamente graves. É o caso do Iémen, onde continua a intervenção militar da Arábia Saudita, com o apoio dos sultanatos do Golfo Pérsico, que tem causado grande número de vítimas civis. Entretanto na Palestina redobra a tensão, havendo quem fale numa nova intifada. Não há dúvida que na região há uma escalada de violência orquestrada a vários níveis, cujo desfecho é obviamente incerto, mas que sem dúvida causará grandes sofrimentos entre as populações.
Essa escalada vem claramente na sequência da aplicação de estratégias já desenvolvidas no terreno há décadas, desde a segunda guerra mundial, e que estão na origem da situação actual, de grande instabilidade e violência cada vez maior. Obviamente que pesa o recrudescimento do conflito leste-oeste, que preside à génese da intervenção russa, mas parece ter uma componente nova, a intervenção da China (aceder ao último link abaixo). Pesam também as estratégias locais, nomeadamente de Israel e da Arábia Saudita, dois países ansiosos de esmagar os seus inimigos directos e aumentar o seu papel na cena internacional. A ansiedade de François Hollande por um papel de destaque, aliada à dos chefes da Nato, também vem complicar o imbróglio já existente. Assim, temos de nos preparar para a intensificação de hostilidades, que vão perturbar cada vez mais aquelas regiões e não só.
Recomendamos que acedam aos links seguintes:
http://palestinalibre.org/articulo.php?a=58152
http://internacional.elpais.com/internacional/2015/10/08/actualidad/1444302776_505472.html
http://observador.pt/2015/10/09/onu-pede-investigacao-a-ataque-em-casamento-no-iemen/

