EDITORIAL – “A DEMOCRACIA AUTORITÁRIA MEDIÁTICA”

José Rodrigues dos Santos disse na RTP 1 que o cientista e deputado logo editorial Alexandre Quintanilha “foi eleito ou eleita pelo PS”… Medina Carreira, noutro canal de televisão, comentando as eleições, elogiou as “moças” do Bloco de Esquerda: “Ela tem jeito. Aliás creio que é atriz de teatro ou não sei quê. Sabe aproveitar bem essa capacidade comunicacional. Mas o maior mérito da moça”… “Acho que se deve quase tudo a ela e a outra moça também… Mariana Mortágua”…Nunca o ouvimos referir-se de tal forma a mulheres dos partidos da área do governo …

Já antes, a RTP numa promoção relativa à cobertura na comemoração dos 105 anos da República, mostrava imagens da estátua patente no parlamento – feminina e semi despida – ao mesmo tempo que se ouviam vozes masculinas, em tom brejeiro e vulgar,  proferindo dichotes de cariz sexual, que acabam com a constatação de que “ a República continua muito bem conservada”…

Voltando ao primeiro referenciado, José Rodrigues dos Santos, este acaba muitas vezes as peças televisivas com “É a vida”, orientando o telespectador para a sua própria opinião sobre o que acabou de dizer. As coisas que ele escolheu e que, espera,  passem a ser as coisas que os ouvintes aceitam.

O filósofo José Gil chama-nos a atenção para esta realidade. “A televisão encolheu o espaço público nacional e age mesmo como um agente tácito de censura. Vivemos numa democracia autoritária mediática” (Visão – 24-1-2008). Mas não, “NÃO É A VIDA, PÁ!”

 

 

1 Comment

  1. Eu deixei de ver a RTPprecisamente por ser opinada por este “babaca” desnaturado …

    Vivemos numa democracia autoritária mediática” (Visão – 24-1-2008). Mas não, “NÃO É A VIDA, PÁ!”👏

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