Parece que afinal Donald Trump se mantém na corrida no partido republicano, para a escolha do candidato à presidência da república dos Estados Unidos. Alguns que, perante o tamanho dos seus despropósitos, tinham vaticinado que andaria ali só para se distrair e desgastar outros candidatos, estão a chegar á conclusão que afinal o ilustre empresário vai persistir na corrida. Imagine-se o que vai ser se ele chegar a ser eleito. E a data da eleição já está marcada, para Novembro de 2016.
Um ponto extremamente grave é a sua promessa de que, se chegar ao poder, expulsa do país todos os imigrantes clandestinos. São vários milhões, de origens diversas, mas na maioria provenientes da América Latina. Não vamos abordar agora o que tem sido a vida destes países, muito traumatizados por violentos processos de colonização, e por aquilo que o mexicano Porfírio Diaz (ele também não seria um democrata exemplar) resumiu na frase “Pobre México. Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”. Limitamo-nos a referir que as péssimas condições de vida dominantes na maior parte dos países da América Latina, devastados por oligarquias extremamente predadoras e pelo capitalismo selvagem, com instabilidade política constante, alimentada pelo imperialismo, estruturas sociais muito duras (particularmente para os descendentes dos povos anteriores à colonização e dos africanos descendentes de escravos) e condições naturais por vezes muito adversas, são determinantes. Propomos que acedam ao link abaixo.
Estas condições de vida não existem só na América Latina, evidentemente. Na África, na Ásia também são dominantes. A onda de refugiados que acorre à Europa resulta de situações idênticas. Muitos dos “voluntários” que aderem ao auto-intitulado Estado Islâmico são jovens que viviam em condições semelhantes às da família Diaz. Outros aderem a milícias, esquadrões da morte ou outras organizações idênticas, antes de se tornarem eles próprios as vítimas. A maioria engrossa as fileiras da mão de obra barata e precária que faz a fortuna de pessoas como Donald Trump.
http://www.theguardian.com/world/2015/oct/12/deportation-migrants-flee-honduras-guatemala-salvador

