INE APRESENTOU OS RESULTADOS DO “INQUÉRITO ÀS CONDIÇÕES DE VIDA E RENDIMENTO”, DE 2014, SOBRE OS RENDIMENTOS DE 2013 por clara castilho

Por ocasião da comemoração do Dia Internacional da Erradicação da Pobreza (17 de Outubro), o INE apresentou os resultados definitivos do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) realizado em 2014, sobre rendimentos de 2013.

“O Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, realizado anualmente junto das famílias residentes em Portugal, indica que 19,5% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2013; destas, uma em cada cinco encontrava-se também em pobreza em pelo menos dois dos três anos anteriores.

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Manteve-se o agravamento da taxa de intensidade da pobreza e uma forte desigualdade na distribuição dos rendimentos.

Pela primeira vez, são apresentados alguns dados sobre saúde recolhidos no âmbito do inquérito, nomeadamente sobre limitações no desempenho das atividades habituais devido a problemas de saúde e sobre dificuldades de acesso a cuidados de saúde devido a dificuldades económicas. É assim possível concluir que o risco de pobreza em 2013 para as pessoas que referiram algum tipo de limitação foi de 21,5%, superior ao da população em geral. Por outro lado, verificou-se que as dificuldades financeiras foram a principal razão para a não satisfação dos cuidados de saúde.

O cálculo do indicador de persistência da pobreza permitiu apurar que uma em cada cinco pessoas (20,4%) encontrava-se também em pobreza em pelo menos dois dos três anos anteriores.

As crianças foram o grupo populacional mais afetado pelo aumento da pobreza em 2013

O aumento do risco de pobreza em 2013 foi transversal a todos os grupos etários, todavia com diferentes grandezas.

As crianças foram o grupo populacional em que o risco de pobreza foi mais elevado: 25,6% face a 19,1% para a população em idade ativa e 15,1% para a população idosa. Esta condição tem vindo a manter-se desde 2007, e registou importância acrescida em 2012 e 2013, em que o risco de pobreza infantil foi, respetivamente, de 24,4% e 25,6%, ou seja, mais 5,7 p.p. e mais 6,1 p.p. do que a população em geral.

Em 2013, a população em idade ativa continuou a ser o segundo grupo mais afetado pelo aumento do risco de pobreza, com um valor de 19,1%, ou seja, mais 0,7 p.p. do que o valor relativo a 2012 (18,4%).

Contrariamente ao observado nos anos anteriores, a taxa de risco de pobreza para a população idosa aumentou (de 14,6% em 2012 para 15,1% em 2013), mantendo-se todavia a tendência decrescente observada na série para este indicador (menos 13,8 p.p. desde o início da série em 2003).

Em 2013, manteve-se igualmente a tendência de um risco de pobreza mais elevado para as mulheres (20,0%) do que para os homens (18,9%), especialmente para a população idosa em que o risco de pobreza entre mulheres e homens distancia-se 4,3 p.p.”

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