Tony Blair: Criminoso de Guerra e Traidor
Uma fuga de um memorando da Casa Branca mostra que Tony Blair é um criminoso de guerra que cometeu crimes contra a Humanidade e é um traidor face ao governo e ao povo britânico.
Comentário publicado por Paul Craig Roberts no seu blog:
Leaked Memo Reveals Blair’s ‘Deal In Blood’ With Bush Over Iraq War:
Tony Blair: War Criminal And Traitor – PaulCraigRoberts
A fuga de informação de um memorando da Casa Branca mostra o apoio do ex-primeiro-ministro para a guerra na cimeira com o Presidente dos Estados Unidos em 2002
O documento, uma verdadeira bomba jornalística, mostra Blair a preparar-se para actuar como um agente de relações públicas de Bush e seu conselheiro, a quem Bush terá dito que “o Reino Unido siga o nosso exemplo”
Publicamente, Blair ainda alegou estar à procura de solução diplomática – em contraste directo com as revelações dos e-mails agora mostrados.
Uma nova luz é agora projectada sobre as relações Bush-Blair através do material relevante divulgado por Hillary Clinton por ordem dos tribunais norte-americanos.
By William Lowther In Washington and Glen Owen for The Mail on Sunday
17 de Outubro de 2015 “Information Clearing House” – “Daily Mail” – Um memorando bombástico da Casa Branca mostra pela primeira vez detalhes sobre “ o pacto de sangue” estabelecido por Tony Blair e George Bush sobre a guerra do Iraque .
A fuga de informação sensacional em presença mostrou que Blair tinha dado uma garantia sem reservas em como entraria no conflito, um ano antes de se iniciar a invasão.
Isto contradiz as posições públicas do primeiro-ministro naquele tempo que afirmava procurar uma solução diplomática para a crise.
Tony Blair disse aos eleitores: “Nós não estamos a propor uma acção militar” – o que contrasta directamente com o que se lê no email secreto agora revelado.
O documento classificado igualmente divulga que Blair concordou em actuar como um relações públicas do Presidente apresentando “ as explicações das posições oficiais ” de modo a convencer um público céptico que Saddam tinha armas de destruição massiva – quando nenhuma delas existia.
Em contrapartida, o presidente lisonjearia o ego de Blair e dar-lhe-ia a impressão que a Grã-Bretanha não era um caniche dos americanos mas sim um parceiro de igual para igual da América “nas suas relações especiais ”.
O memorando condenatório sobre Blair, partindo do Secretário de Estado Colin Powell e destinado ao Presidente George Bush, foi escrito em 28 de Março de 2002, uma semana antes da famosa cimeira de Bush com Blair, no seu rancho de Crawford no Texas.
Nele, Powell diz a Bush que Blair “estará connosco” na acção militar. Powell assegura ao presidente: “O Reino Unido acompanhar-nos-á ”.
É certo que a divulgação conduzirá a que haja apelos para que Sir John Chilcot reabra o seu inquérito sobre a guerra no Iraque se, como se acredita agora, este não viu o memorando de Powell.
Um segundo memorando explosivo vindo do mesmo local, a Casa Branca, revela igualmente como Bush usou “espiões” no Partido Trabalhista para o ajudar a manipular a opinião pública britânica em favor da guerra.
Os originais, obtidos por The Mail on Sunday, são parte de um grupo de emails secretos guardados no servidor privado da candidata presidencial Democrática Hillary Clinton que um tribunal dos Estados Unidos forçou a revelar.
O Secretário de Estado do antigo Gabinete sombra dos Conservadores David Davis disse: Os memorandos provam em termos explícitos o que muitos de nós acreditámos durante todo este tempo: Tony Blair concordou efectivamente em actuar como um líder ao serviço da política externa americana antes de toda e qualquer decisão aprovada pela Câmara dos Comuns ou pelo governo britânico.
“Blair estava feliz por ir branquear a política de George Bush no Iraque e por Bush subcontratar assim a política externa britânica para actuar num outro país sem ter a mais remota capacidade de ter qualquer influência real sobre ela. E em troca de quê?
Para George Bush, Blair, como pretendente a esta tarefa, era um jogador de nível internacional capaz de poder impressionar muitos eleitores no Reino Unido quando os americanos não acreditavam nem sequer neles mesmos.
Davis estava apoiado por um diplomata superior com conhecimento muito próximo das relações de Blair-Bush que disse : o que este memorando mostra é que sem sombra de dúvida Blair empenhou-se pela primeira vez na guerra do Iraque antes mesmo de ter posto o pé em Crawford.
‘E mostra como os americanos planearam fazer parecer que Blair era um parceiro de igual para igual no relacionamento especial para apoiar a posição dos Estados Unidos no próprio Reino Unido.’
O porta-voz de Blair insistiu a noite passada que o memorando de Powell era “consistente com o que ele dizia publicamente naquele tempo”.
O ex-primeiro ministro anterior negou sempre veementemente a ideia de que os dois homens assinassem um pacto “de sangue” em Crawford para desencadearem a guerra, que começou o 20 de Março de 2003.
O original de Powell, “documento secreto dirigido… Memorando para o presidente”, levanta a tampa sobre a forma como Blair e Bush traçaram secretamente a guerra à porta fechada em Crawford.
Powell diz a Bush: “ Blair apresentar-lhe-á a estratégia, a táctica e aos argumentos públicos a utilizar em que ele acredita que venham a reforçar o apoio global para a nossa causa comum,” adicionando que Blair tem as capacidades de convencimento público “para tornar publicamente dignas de crédito as ameaças iraquianas actuais para a paz internacional”.
Cinco meses depois da Cimeira, o Downing Street produziu a notória documentação “45 minutos da desgraça” sob as armas de destruição maciça que supostamente estavam na mão de Saddam Hussein. Depois de Saddam ter sido destituído , as ideias publicadas nesta documentação foram dadas como falsas.
Em nenhuma parte no memorando está uma rota diplomática sugerida como sendo a opção preferida.
Em vez disso, Powell diz que Blair igualmente dará um parecer sobre como “responder às questões ” para se obter o “apoio” do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e “demonstrar que nós estamos sempre com o pensamento projectado para “o dia seguinte”” – ou seja com a capacidade e a disposição de recriar um Iraque pós-Saddam. .
Os críticos da guerra dizem que a falta do planeamento para a situação de pós-conflito contribuiu para a perda de mais de 100.000 vidas desde a invasão – e um vazio de poder que contribuiu para o aumento do terrorismo de estado islâmico.
Significativamente, Powell adverte Bush que Blair enfrenta “uma turbulência interna ” por ser “demasiado pro-U.S. na política externa americana e nas questões de segurança, demasiado arrogante e “ presidencial””, que Powell indica que não é “ um elogio no contexto britânico”.
Powell igualmente revela que as divisões no governo de Blair eram mais profundas do que se pensava: diz que à parte o Ministro dos Negócios Estrangeiros Jack Straw e o Secretário da Defesa Geoff Hoon, o governo de Balir mostra claros sinais de divisão, e a opinião pública britânica não está convencida que a acção militar é agora justificada. .
Powell diz que embora Blair “ alinhe connosco nas grandes questões ”, ele quer minimizar “o preço político” que tería de pagar: “ os seus eleitores procurarão sinais de que a Grâ Bretanha e América são verdadeiramente parceiros de igual para igual no seu relacionamento especial.”
O presidente fez certamente o seu melhor para lisonjear o ego de Blair durante a cimeira de Crawford, onde era o primeiro líder mundial a ser convidado para o santuário de Bush por duas noites.
Tony e Cherie Blair ficaram na casa de hóspedes, junto da residência principal com a sua filha Kathryn e a mãe de Cherie, Gale Booth. Bush tomou o nada habitual acto de convidar Blair a participar no seu briefting diário da CIA, e conduziu o primeiro ministro numa carrinha pick-up.
(continua)
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