TEOLINDA GERSÃO VENCEU PRÉMIO FERNANDO NAMORA

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Instituído pela Estoril-Sol, o Prémio Literário Fernando Namora destina-se a galardoar uma obra de ficção (romance ou novela), de autor português, editada em 2014, desde que o escritor não tenha sido premiado nas três edições anteriores. Com periodicidade anual, o Prémio Literário Fernando Namora é reservado a romances editados no ano anterior.

O romance “Passagens”, de Teolinda Gersão, venceu este  Prémio.  Esta é a segunda vez que a escritora de 75 anos vai receber este galardão. Anteriormente, Teolinda Gersão tinha sido distinguida, em 2001, com o romance “Os teclados”.

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A escolha do júri, presidido por Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura, foi “unânime”, segundo a mesma fonte.

O júri desta 18.ª edição do galardão, além de Guilherme d`Oliveira Martins, foi ainda constituído por José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários, Maria Carlos Loureiro, pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, convidados a título individual e, ainda, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol.

Natural de Coimbra, Teolinda Gersão estudou línguas e literaturas germânicas, românicas e anglísticas, nas Universidades de Coimbra, Tubingen e Berlim.

A escritora foi Leitora de Português na Universidade Técnica de Berlim, assistente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e professora catedrática da Universidade Nova de Lisboa, onde leccionou Literatura Alemã e Literatura Comparada. Desde 1995 que se dedica exclusivamente à literatura.

O romance “Passagens” foi  publicado pela Sextante em Março do ano passado.  A editora apresenta-o assim:

Sinopse

«Os segredos das famílias. As mentiras, as histórias falsas, que dão origem a memórias falsas.
Os grandes erros que alguém comete, e são pagos pelas gerações seguintes. Mesmo que se queira apagá-los, silenciá-los, estão lá. E voltam à superfície para serem pagos.»

Críticas de imprensa

Sem cair no lugar-comum ou no melodrama não é fácil escrever sobre a velhice. Teolinda Gersão consegue fazê-lo com sageza em Passagens.

Revista Sábado

Próximo do texto dramatúrgico (afinal não «são puro teatro as nossas relações?» sugerindo a estrutura trágica, Passagens é sustentado com minúcia, como em toda a obra da autora. A riqueza desta prosa nasce da intimidade com cada personagem e, neste caso, do modo como a sucessão de visões íntimas é colocada em perspectiva com a morte, reflectindo as ilusões e fantasias que presidem às dinâmicas familiares e amorosas.

SOL

A cerimónia da entrega do Prémio está prevista para a segunda quinzena de Novembro próximo no auditório do Casino Estoril.

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