HELENA ALMEIDA: A MINHA OBRA É O MEU CORPO, O MEU CORPO É A MINHA OBRA, NA FUNDAÇÃO SERRALVES, ATÉ 10 DE JANEIRO DE 2016

Esta exposição dedicada à obra da conceituada artista portuguesa Helena Almeida (Lisboa, 1934), examina o seu trabalho de pintura, fotografia, vídeo e desenho ao longo de quase cinco décadas. A exposição salientará a importância do corpo – que regista, ocupa e define o espaço – e o seu encontro performativo com o mundo nas obras realizadas pela artista de meados dos anos 1960 até à atualidade. Além das pinturas “habitadas” e das series fotográficas pelas quais é mais conhecida, serão mostradas na exposição obras raramente exibidas ao longo da sua carreira artística. Por meio da sua pintura abstrata inicial, Helena Almeida introduz as preocupações centrais que definem a sua prática artística numa diversidade de disciplinas, nomeadamente o interesse em ultrapassar os limites do espaço pictórico e narrativo que sempre desempenhou um papel fundamental na obra da artista. Como Helena Almeida afirma: “A minha pintura é o meu corpo, a minha obra é o meu corpo”.

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Por ocasião da exposição será publicado um catálogo (com edições em português, inglês e francês. O processo de trabalho da artista e o lugar da sua obra no contexto da arte portuguesa e das práticas artísticas feministas e performativas dos anos 1970 e das décadas subsequentes serão explorados nos ensaios inéditos de Peggy Phelan (Professora de Teatro e Performance e Inglês da Universidade Stanford), Connie Buttler (Curadora Chefe do Hammer Museum da Universidade de Los Angeles) e de Bernardo Pinto de Almeida (historiador e crítico de arte, Professor Catedrático na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto) e numa entrevista com a artista conduzida pelos curadores da exposição, João Ribas e Marta Moreira de Almeida.

“Helena Almeida” é comissariada por João Ribas, Diretor Adjunto e Curador Sénior, e Marta Moreira de Almeida, curadora do Museu de Arte Contemporânea de Serralves.

A exposição viajará até ao Jeu de Paume em Paris (primavera de 2016) e o Wiels, Centre d’art contemporain, em Bruxelas (outono de 2016).

Imagem: Helena Almeida, Saída negra [Black Exit], 1995 (pormenor). 5 Fotografias p/b. 71 x 48 cm (cada). Col. Norlinda e José Lima, em depósito no Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory. Fotografia: Aníbal Lemos, cortesia Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory.

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