CONGRESSO INTERNACIONAL “LÍNGUA PORTUGUESA: UMA LÍNGUA DE FUTURO”, DE 2 A 4 DE DEZEMBRO, EM COIMBRA

No âmbito dos 725 anos da sua fundação, a Universidade de Coimbra organiza um Congresso Internacional que encerra as comemorações, cujo propósito central será reflectir sobre a língua portuguesa como idioma do futuro, em vários aspectos que essa visão prospectiva envolve.

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Toda a comunidade científica, em Portugal, nos restantes países de língua oficial portuguesa, noutros países em que a língua portuguesa é estudada e ainda na diáspora portuguesa, está convidada a participar no congresso internacional “Língua Portuguesa: uma Língua de Futuro”, a realizar no Convento de S. Francisco, em Coimbra, de 2 a 4 de Dezembro de 2015.

Durante três dias, será discutido o ensino da língua portuguesa, a sua presença na era digital e o português como língua do conhecimento ou como língua literária, num programa que conta também com actividades culturais, como concertos, uma peça de teatro e a apresentação de um livro.

No primeiro dia,  debatido o ensino da língua portuguesa e os “desafios da diversidade”, com o docente brasileiro Carlos Faraco, o linguista moçambicano Gregório Firmino e a investigadora e docente portuguesa Maria Antónia Mota.

A língua portuguesa na era digital vai ser também tema de destaque no segundo dia do congresso, num debate entre o catedrático de engenharia informática António Dias Figueiredo, o especialista em linguística computacional António Horta Branco e a docente focada em processamento de linguagem natural Aline Villavicencio.

No último dia do congresso, 04 de Dezembro, os escritores Germano Almeida, de Cabo Verde, Luís Cardoso, de Timor-Leste, João Melo, de Angola, e Lídia Jorge, de Portugal, debatem o português “como língua literária”, num debate moderado pelo professor da Faculdade de Letras de Coimbra Carlos Reis.

A 02 de Dezembro, o ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio, toca no Conservatório de Música de Coimbra e, no dia seguinte, realiza-se a primeira apresentação pública do seu novo livro, “Biografia do Língua”.

Também a 03 de Dezembro, o Teatro Meridional apresenta a peça “Mar me quer”, baseada num texto do escritor moçambicano Mia Couto, no Teatro da Cerca de São Bernardo.

Para encerrar o congresso, no último dia, a partir das 18:30, realiza-se o evento “Tudo Língua”, em parceria com o jornal Público, na Biblioteca Joanina.

Naquele espaço, vai decorrer “um duelo de heterónimos”, com o docente Carlos Reis a interpretar o heterónimo de Eça de Queirós, Fradique Mendes, e o professor e editor Jerónimo Pizarro a interpretar Bernardo Soares, semi-heterónimo de Fernando Pessoa.

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