EDITORIAL – ÉTICA E ESPERTEZA

logo editorialEntre a enorme quantidade de conceitos que a Grécia Antiga nos legou e que ainda hoje constituem pilares da nossa civilização, ética, ou seja a ciência de criar um código de comportamento que permita a estes hominídeos bípedes, que inventaram a palavra e a usam para comunicar, viver em comunidade sem os conflitos que caracterizam os outros grupos de primatas superiores,  que guincham e lutam por uma banana ou por uma fêmea, mas com conflitos muito piores, que lhes permita distinguir o bem do mal e codificar o comportamento social dos indivíduos. 

Quando falamos de ética, não nos referimos à matéria ensinada, a par com Filosofia Antiga, Teoria do Conhecimento, Lógica, Metafísica…., nas faculdades de Letras, não nos referimos ao corpus de ideias embalsamadas sobre a maneira honrada de os homens viverem nesta aldeia global em que o planeta se transformou.

A formação, a nível superior, de especialistas em Ética, parecer-nos-ia justificada num quadro comportamental em que a honestidade fosse um valor e a esperteza que pode despontar no cérebro de um idiota fosse considerada crime sempre que usada para servir os interesses dos espertos. Claro, dirão, para essa função existem os advogados no plano jurídico e os sacerdotes no plano moral. Porém, um «bom advogado» é o que torna um parricida num candidato à beatificação. Sabemos do que é capaz um «bom padre».

No dia 24 vamos escolher o supremo magistrado da Nação.

Por uma questão de princípio não apoiamos nenhuma das candidaturas, pelo menos na primeira volta. Fazemos votos para que os cidadãos saibam distinguir entre  malabarismo verbal e Honestidade, entre esperteza e ética.

Leave a Reply