Há dias a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha dado como finda a epidemia de ébola que desde há anos ataca as populações de vários países da África Ocidental, causando mais de 11 000 mortos. Hoje é noticiada a morte de uma jovem na Serra Leoa causada pela doença, pondo em causa assim a notícia dada pela organização. Refira-se que anteriormente foi dada a informação de que neste país a epidemia podia ter sido considerada como terminada a 7 de Novembro último. Recorde-se ainda que foram registados casos noutros países fora da África Ocidental, inclusive na Europa e na América do Norte.
Onde falhou o acompanhamento desta situação? Quem responde pela gravidade desta situação? Durante muito tempo a opinião pública ocidental (usemos a expressão) encarou a epidemia de ébola e outros desastres do mesmo tipo como sendo fenómenos próprios de países longínquos, mais atrasados (ou menos desenvolvidos, conforme quem falava). Alguns acontecimentos recentes, como a crise financeira, os selváticos ataques do Daesh ou, no próprio campo da saúde, o aparecimento de casos do ébola e de outras epidemias em regiões e países onde anteriormente nunca tinham sido registados, têm contribuído para alterar esta posição, é verdade. Contudo no campo das repostas continua-se na mesma. E este erro da OMS deixa bem claro que a atitude dos altos responsáveis continua na mesma. No campo da saúde, tal como na economia, no ambiente e na política em geral continuam a campear e a irresponsabilidade. Nunca é demais lembrar como os erros do FMI ou da comissão europeia têm prejudicado as nações que têm sob o seu mandato. E temos de constatar que a OMS falhou rotundamente no caso da ébola, e tem de mudar de procedimentos, sem esperar pelo próximo surto da doença.
Propomos que acedam a estes links:
http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2016/ebola-zero-liberia/en/
https://www.publico.pt/mundo/noticia/novo-caso-de-ebola-declarado-na-serra-leoa-1720302

