Amanhã, 24 de Janeiro de 2016, os cidadãos portugueses irão eleger o seu Presidente da República. Embora haja um candidato que colhe maioritariamente as preferências dos argonautas, manteremos a posição neutra que adoptámos desde o princípio – não defendemos nenhuma das candidaturas. Hoje o tema será um fait divert ocorrido no reino aqui ao lado – o caso da jornalista que tuteou o rei Filipe VI. O assunto não tem qualquer importância, sendo no entanto revelador de um facto – as monarquias deixaram há muito de fazer sentido.
María Victoria Albertos, jornalista do canal Cuatro, da televisão espanhola Cuatro, quando ontem cobria a final do campeonato europeu de basquetebol, entre Espanha e França, ao entrevistar o rei de Espanha, perguntou-lhe: “Estiveste com os jogadores durante a fase de preparação e comprometeste-te que se chegassem à final arranjarias tempo para estar com eles”. María Victoria Albertos tem sido criticada nas redes sociais após o deslize, mas há quem elogie a sua descontração, tanto mais que, antes, o rei tratara a jornalista por tu.
O assunto não tem um mínimo de importância, mas vem provar que nos nossos tempos, um regime monárquico é um anacronismo –como se pode aceitar que alguém tem o direito de ser tratado de forma diferente daquela como trata os outros – onde está a democracia?