Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. Texto nº 9. Vândalos: por quanto tempo vamos deixar a extrema esquerda fazer o que quiser?

(Aurélian Marq, 23 de março de 2019)

Mas quem são estes ativistas vestidos de preto, encapuzados e ultra-violentos? O movimento dito Black Blocs  reúne principalmente ativistas de movimentos libertários e anarquistas. Este não é um fenómeno novo. Aparecidos na década de 1980 na Alemanha, os Black Blocs  internacionalizaram-se  na década de 1990, e desde então interromperam todas as grandes cimeiras  internacionais (OMC, G8, G20…) com as  suas ações violentas.

Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. Texto nº 8. Não, Senhor Macron, não é “inaceitável” falar em violências policiais

(Régis de Castelnau 15 de março de 2019)

E foi assim que esta repressão judicial em massa foi precedida por uma repressão policial em massa, pontuada por um número incrível de atos de violência indignos de um país democrático. A utilização de técnicas policiais, materiais perigosos e de comportamentos abertamente violentos reivindicados  como tal resultaram num balanço humano catastrófico. Em todas as redes há imagens que dão testemunho disso e suscitam preocupação quanto ao estado das liberdades civis no nosso país.

Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. Texto nº 7. Um poder já fez com que os manifestantes parecessem vândalos

(Régis de Castelnau 19 de fevereiro de 2019)

Desde o início do movimento dos Colete Amarelos, todos os observadores honestos foram levados a colocarem-se perante muitas questões sobre o comportamento da polícia nas manifestações. Alguns chegaram ao ponto de acusar o Ministério do Interior de deixar os vândalos fazem o que quiserem com o objetivo óbvio de desqualificar o movimento e assustar as pessoas.

Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. 6º Texto – Dos Coletes Amarelos aos Coletes Azuis: quem beneficia com a repressão policial?

(Tao Cheret,  31 de janeiro de 2019)

A política neoliberal denunciada pelos Coletes Amarelos também impacta a polícia: “Pensamos como os Coletes Amarelos; no final do mês, não somos ricos”, confessa Eric. Assim, duas ideias antagónicas coexistem, provavelmente entre a maioria dos polícias. Por um lado, a simpatia sentida pelos Coletes Amarelos e as suas exigências. Por outro lado, a necessidade de obedecer a ordens – mesmo violentas – pela ilusão de proteger a ordem pública e pelo medo de ser despedido.

Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. 5º Texto – O regresso dos corpos dos pobres

(Cyril Barde,  janeiro de 2019)

A irrupção dos corpos dominados passa primeiro pelo emblema que os manifestantes tinham escolhido para si mesmos: o colete amarelo é um sinal. O colete amarelo é um sinal. Um sinal de um corpo vulnerável que se trata de fazer aparecer, para ser realçado. Um sinal de um corpo em perigo que deve ser tornado visível, sinalizando à  atenção e à vigilância dos outros. Os coletes amarelos são o sinal do retorno do corpo dos pobres na política.

Os Coletes Amarelos, um sintoma da próxima crise na Europa. Uma série de textos. 4º Texto – . « Menos impostos », « mais Estado » : duas reivindicações complementares

(William Bouchardon, 21 de dezembro de 2018)

Embora a redução de impostos tenha permitido conquistar parte do eleitorado popular, particularmente no caso de Nicolas Sarkozy em 2007, não há garantias de que esta estratégia continue a longo prazo. De facto, o movimento dos Coletes Amarelos , se surgir em torno de uma reivindicação fiscal, faz frequentemente a ligação entre a tributação elevada e a evasão fiscal ou a abolição do imposto sobre a fortuna ou a fuga aos impostos. Não sei se a estratégia Sarkozyista  ainda seja  eficaz após os inúmeros escândalos de evasão e fraude: Panama Papers, Luxleaks, Paradise Papers, Football Leaks…