O ESCRITOR JOÃO DE MELO VENCEU O PRÉMIO LITERÁRIO VERGÍLIO FERREIRA 2016

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João de Melo foi o escritor que venceu o Prémio Literário Vergílio Ferreira 2016. Este prémio é atribuído pela Universidade de Évora. É o 20º vencedor. O júri foi presidido por António Sáez Delgado e este ano integrou como memebros Elisa Esteves, Gustavo Rubim, Carlos Reis e a escritora Lídia Jorge. O nome do vencedor  obteve-se por maioria, por se considerar que a obra ficcional deste escritor é “reveladora de um imaginário transfigurador poderoso”.

O  Prémio Vergílio Ferreira foi instituído pela Universidade de Évora em 1997 e destina-se a galardoar, anualmente, o conjunto da obra literária de um autor de língua portuguesa relevante no âmbito da narrativa e/ou ensaio.

Soube-se que este ano os candidatos vieram de três países. A academia revelou que, na edição deste ano do galardão, a que teve “mais candidatos” desde sempre, “oriundos de três países”.

No passado, foram galardoados Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Luísa Dacosta, Maria Alzira Seixo, José Gil, Hélia Correia e Ofélia Paiva Monteiro e Lídia Jorge.

joão de melo e a divida miséria

De acordo com o Projecto Vertial, da Universidade do Minho:

João de Melo nasceu na ilha de São Miguel (Açores) em 1949, onde completou a instrução primária, após o que prosseguiu os seus estudos no continente. Em 1967 passou a residir e a trabalhar em Lisboa. Depois de participar na guerra colonial em Angola entre 1971 e 1974 (tema de duas das suas obras mais significativas, a antologia “Os Anos da Guerra” e o romance “Autópsia de Um Mar de Ruínas”), trabalhou na vida sindical, foi editor de autores portugueses e crítico literário. Frequentou a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pela qual veio a licenciar-se em 1981 com o curso de Filologia Românica. Professor dos ensinos secundário e superior durante vários anos, foi convidado pelo governo português para o cargo de conselheiro cultural junto da embaixada de Portugal em Espanha (que desempenhou durante 9 anos, entre 2001 e 2010). Em 2003, em Madrid, criou a “Mostra Portuguesa” (de que realizou 7 edições), sendo o maior evento cultural português fora de fronteiras. Tem traduzidos para espanhol os seguintes livros da sua autoria: Gente feliz con lágrimasAntología del cuento portugués (Alfaguara), Cronica del principio y del agua y otros relatosMi mundo no es de este reinoMar de Madrid e Autopsia de un mar de ruinas (Linteo Ediciones).

Autor de obras de ficção, ensaios, antologias, poesia, livros de crónicas e de viagem, os livros foram traduzidos em Espanha, Itália, França, Holanda, Roménia, Bulgária, Estados Unidos, Hungria, Alemanha, Reino Unido, Sérvia e México.

Foram-lhe atribuídos os seguintes prémios literários: Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, Prémio Eça de Queiroz/Cidade de Lisboa, Prémio Cristóvão Colombo (Capitais Ibero-americanas), Prémio Fernando Namora/Casino do Estoril, Prémio Antena 1, Prémio «A Balada» e Prémio Dinis da Luz.  Gente Feliz com Lágrimas, o seu romance mais conhecido, foi adaptado ao teatro pelo grupo O Bando, e a telefilme e a série de televisão pelo realizador José Medeiros.

Obras: A Divina Miséria (novela, 2009); Luxúria Branca e Gabriela (conto, ilustrações de Francisco Simões, 2009); O Vinho (conto, ilustrações de Paula Rego, 2008); O Mar de Madrid (romance, 2006); As Coisas da Alma (contos, 2003); Literatura e Identidade / Identidad y Literatura (bilingue; ensaio, 2003); Antologia do Conto Português (antologia, 2002); Açores: O Segredo das Ilhas (viagens, 2000); O Homem Suspenso (romance, 1996); Dicionário de Paixões (crónicas, 1994); Bem-Aventuranças (contos, 1992); As Manhãs Rosadas (conto, ilustrações de David de Almeida, 1991); Gente Feliz com Lágrimas (romance, 1988; Grande Prémio de Novela e Romance da APE, 1989; Prémio Fernando Namora, 1989; Prémio Eça de Queirós/Cidade de Lisboa, 1989; Prémio Livro do Ano Antena 1, 1989; Premio Internacional Cristóbal Colón de las Ciudades Capitales Íbero-americanas, 1990); Os Anos da Guerra (antologia, 1988); Entre Pássaro e Anjo (contos, 1987; Prémio literário “A Balada”, Açores, 1989) ; Autópsia de Um Mar de Ruínas (romance, 1984); O Meu Mundo Não É Deste Reino (romance, 1983; Prémio Dinis da Luz, Açores); Há ou Não Uma Literatura Açoriana? (ensaio); Toda e Qualquer Escrita (ensaio, 1982); Navegação da Terra (poesia, 1980; Prémio Dinis da Luz, Açores, 1989); A Produção Literária Açoriana nos Últimos Dez Anos (1968-1978) (ensaio, 1979); Antologia Panorâmica do Conto Açoriano (antologia, 1978); A Memória de Ver Matar e Morrer (romance, 1977); Histórias da Resistência (conto, 1975); Literatura infanto-juvenil: Carta a El-Rei Dom Manuel Sobre o Achamento do Brasil, adaptada para os mais novos (ilustrações de Carla Nazareth, 2009);

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