Passaram ontem 485 anos sobre a data em que Lisboa ficou parcialmente destruída. No dia 26 de Janeiro de 1531, um sismo que não terá sido de intensidade muito inferior ao de 1755, abalou a maior cidade do país. A urbe não era tão grande, nem tão populosa, embora para a época, fosse considerada de enorme dimensão – cerca de 100 mil habitantes e 275 mil em 1755 – mas era, comparando-a com a do século XVIII e com a de hoje, relativamente mais importante no contexto político europeu.
As zonas da cidade que foram atingidas não terão também sido as mesmas. Como exemplo desta afirmação, o Hospital de Todos os Santos, no Rossio, não ficou significativamente danificado, vindo porém a desaparecer no sismo de 1755. Desde o dia 7 que se verificavam abalos, mas o mais grave foi o de 26 quando, ao princípio da madrugada, a terra tremeu por três vezes.
Mas não é este tema que hoje queremos debater.
Com este exemplo, de sofrer a destruição por duas vezes da maior cidade do país e de outras, de ter suportado invasões e assédios, guerras civis e revoluções, pestes e ocupações potencias estrangeiras, de termos dissipado ouro, diamantes e os lucros do comércio de especiarias, o tráfico de escravos… muitas outras catástrofes, proezas e vilanias e last but not least, sabermos fugir de bons dirigentes, de homens sérios que venham com moralidades e imponham rectidão; seminaristas toscos, ladrões, corruptos, palhaços, cobardes e mariconços, dão muito mais graça, De vez em quando, enganamo-nos e lá escolhemos um com a mania… Mas no domingo o pessoal portou-se bem. Outro abanão como o de 1531 ou o de 1755 animava isto e ainda permitia melhores negócios que os do EURO-2004

