E ESTUPIDEZ HUMANA E A FALTA DE EMPATIA por clara castilho

A notícia de um golfinho bebé que morreu, na Argentina, depois de ter sido retirado do mar por um grupo de banhistas para ser fotografado, correu mundo.

O excesso de tempo fora de água fez com que o animal desidratasse, causando a morte. O que não impediu que, mesmo morto, continuassem nas mãos dos energúmenos  que – ó suprema felicidade! – continuaram a ter selfies com o animal e depois o deixaram morto no areal.

A imagem que também anda nas redes sociais não chega para me sentir vingada!

O golfinho é uma espécie com uma relação especial com o ser humano, ajuda-o e pede-lhe ajuda.

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Por exemplo, ajudam os homens na pesca cooperativa (interação entre golfinhos e seres humanos em que aqueles auxiliam os pescadores na captura dos peixes, sozinhos ou em equipa)

Uma prova mais ou menos irrefutável da inteligência superior é a capacidade da empatia, a possibilidade de “se colocar no lugar do outro”, de antecipar suas reações, suas emoções, talvez também o perigo que está prestes a enfrentar. Os golfinhos mostram-no e defendem humanos que se encontram em apuros.

No seu livro “ A sabedoria dos golfinhos”, Susan Yoder e Major Benton dizem-nos:

“Infelizmente, as piores ameaças que os golfinhos enfrentam estão directa ou indirectamente relacionadas com os humanos; os golfinhos morrem em redes de barbela, redes soltas, redes de saco e redes invisíveis; prendem-se ou engolem detritos marítimos, que podem causar lesões internas ou entupir os seus sistemas digestivos, podendo morrer à fome; são afectados pelo deteriorar do habitat natural e excesso de pesa, o que torna difícil encontrar alimento; ficam sob tensão, devido à crescente poluição sonora que introduzimos no seu habitar; e ficam enfraquecidos pela poluição em forma de toxinas que contaminam os seus alimentos e conduzem à supressão dos seus sistema imunitário e a falhas do seu sistema de reprodução (incluindo nado-mortos) “.

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