A COLUNA DE OCTOPUS – Só comemos porcaria…

octopus1

Uma dezena de estudos canadianos, americanos e britânicos, condensados no estudo “Still no free lunch” revelam que em 50 anos a fruta e legumes perderam a maior parte das vitaminas e oligoelementos.  Para ingerir-mos a mesma quantidade de vitamina A que nos anos 1950, em vez de uma banana temos de ingerir 5 bananas, em vez de 1 laranja 10, e em vez de um pêssego 26 !

A batata perdeu 100% do seu teor em vitamina A. As causas deste fenómeno são múltiplas: utilização de inseticidas e herbicidas ou aceleração da velocidade de crescimento das plantas e respectiva diminuição do tempo de fixação dos micronutrientes. Colheitas demasiado precoces para poderem chegar ao consumidor ainda “frescas” ou frutas e legumes que não chegam a amadurecer naturalmente, ao ponto do teor em vitamina C nas maças e damascos estar perto do zero.
As plantas são escolhidas em função do seu rendimento: crescem mais depressa, maiores, mais bonitas, mas sem qualquer valor nutritivo.  Se é verdade que perto de mil milhões de pessoas no mundo sofrem de fome, temos mais de 3 mil milhões que sofrem de deficit de nutrientes.

Por essa razão, cada vez mais os país ocidentais recorrem a suplementos vitaminicos ou a alimentos enriquecidos artificialmente com vitaminas para tentar compensar essa falta, para grande benefício da indústria farmacêutica, quando sabemos que não irão substituir saudavelmente essas faltas.

A agricultura biológica pode inverter esta tendência, senão cair na tentação da rentabilidade. Estes alimentos são subtencialmente mais caros e também têm o problema de serem mais expostos a contaminações por micróbios e fungos. Comprar “bio” tornou-se, além de uma opção, uma militância, quando não uma moda, e está pouco a pouco a conquistar um mercado em que as grandes multinacionais estão atentas.

A verdade é que a grande maioria de frutos e legumes que chegam aos nossos pratos são propriedade da Monsanto e Syngenta. Controlam, por exemplo, 60% das variedades de tomates consumidos na Europa e 71% das couve-flor.

 

Leave a Reply