O mundo em que vivemos é dominado pela injustiça, pela corrupção, por um canibalismo impiedoso. Toda a estrutura social e política está organizada no sentido de essa situação se manter e de ser reforçado o tecido que cobre a iniquidade e que faz o crime, o roubo a injustiça parecerem coisas normalíssimas. Criaram-se clichés para ridicularizar quem relata o que vê pondo os nomes correctos às iniquidades – teoria da conspiração, serve para neutralizar denúncias mirabolantes e também outras que são perfeitamente justas.
A Igreja Católica e a FIFA são apenas dois dos pilares da sociedade apodrecida em que nos movemos. A Igreja de Roma com os seus mil e duzentos milhões de fiéis, co ligações ao mundo do crime, recolhe lucros do narcotráfico e da prostituição.
Em nome de um Deus que, a existir, não poderia ficar indiferente ao que sob o pálio da crença no divino invisível, se pratica visivelmente. A crença deve continuar sempre a ser livre, já que é a maneira mais simples que desde as cavernas os hominídeos encontraram para explicar o que não sabem. Para a Igreja Católica Apostólica Romana só um gigantesco tribunal de Nuremberga permitiria fazer justiça – extinguindo-a.
Não sabemos quantos fiel tem outra religião chamada futebol, gerida a partir de Zurique por uma organização, a FIFA cujos crimes, roubos e corrupção estão a ser postos a nu. Não nos admiraria que houvesse relações entre FIFA e ICAR. E, perdidos por dez, perdidos por cem, nenhuma surpresa nos causaria se, na base do terrorismo islâmico, aparecesse gente, dinheiro e organização, comum às gigantescas centrais do crime.
Teoria da conspiração?
