HOJE, A ITÁLIA. AMANHÃ SE VERÁ QUEM SE SEGUE – 11. UMA VEZ MAIS, ISTO NÃO É A CHINA: OS RESGATES INTERNOS ESTÃO A DEITAR O SISTEMA BANCÁRIO ITALIANO ABAIXO

Falareconomia1

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

mapa itália

Uma vez mais, isto não é a China: os resgates internos estão a deitar o sistema bancário italiano abaixo

De novo, isto não é a China: o bail-in está a deitar os bancos italianos abaixo

Again, It’s Not China: ‘Bail-In’ Is Taking Italian Banks Down

Editado pelo sítio Larouche, em 19 de Janeiro de 2016

Uma venda repentina  das  acções  dos bancos da Europa e dos Estados Unidos levou, e largamente ultrapassou  em magnitude, o deslizamento de terra geral a que foram  sujeitos os   mercado de acções de 2016.  Em média, as acções desses bancos caíram 15%   ou mais  até agora, com a subjacente  insolvência que as suas novas  bolhas de crédito tem tornado claro .

Na Europa, a ameaça da política de “bail-in sobre os bancos” imposta em 01 de Janeiro está a arrastar  os bancos para o poço. Na segunda-feira em Itália, os reguladores nacionais intervieram  e suspenderam a cotação  das  acções de bancos, depois destas  terem caído 4,6%  ao longo do dia. As quedas foram principalmente centradas em dois dos maiores bancos, Monte dei Paschi di Siena (MPS) e do Banca Intesa San Paolo. Em seguida, os reguladores  emitiram uma ordem que proíbe a  “short selling” sobre os títulos destes dois grandes bancos.

Quando as autoridades chinesas fizeram tais coisas em Dezembro para lidar com uma pequena  bolha  do mercado de acções, os  meios financeiros europeus e norte-americanos saltaram com grandes títulos a culpar o que se passou na China por  toda  a crise financeira actual . Mas os acontecimentos italianos mostraram as causas reais: as dívidas incobráveis ​​nos  bancos europeus e os  “bail-in”.

A cobertura das acções italianas feita pela Reuters observava  que “os investidores estão cada vez mais nervosos  sobre a forma como o sector [bancário] está a  lidar com taxas de juros mais baixas e com uma pilha de empréstimos na casa dos 200 mil milhões que não são susceptíveis de ser reembolsados. Essas preocupações estão a ultrapassar  as expectativas sobre uma onda de consolidação criada para limpar o sector, com bancos cooperativos sob pressão para se fundirem  na sequência de uma reforma do governo para reduzir o número de pequenos bancos comerciais “. Em vez disso, são os maiores bancos que  estão sob fortes ataques.

Além disso, como Bloomberg News informou ontem “, na Itália, os  bancos perdem mais de US $ 82 mil milhões a partir dos aforradores  (savers) ” – a política de expropriação (” do resgate interno”) da poupança de pessoas que foram induzidas a investi-las em títulos seniores dos bancos sem garantias, causou uma “corrida dos  obrigacionistas aos bancos.” Como Bloomberg referiu,  “Os aforradores estão  a  fugir   das obrigações bancárias dado que as  perdas que eles tiveram com o bail-in de   quatro pequenos bancos  em Novembro tornaram as  pessoas mais conscientes de que os investimentos são arriscados.”

Os ataques a China – que ainda tem 7% de crescimento económico anual – são absurdos e devem  ser abandonados; a cooperação com a China  relativamente à  sua política de construção de infra-estruturas  por todo o mundo  e de formar bancos de desenvolvimento internacionais, é a única maneira de se sair do colapso quer para a Europa quer para a América

Again, It’s Not China: ‘Bail-In’ Is Taking Italian Banks Down, Texto do sitio Americano Larouche. Disponível em: https://larouchepac.com/20160119/again-its-not-china-bail-taking-italian-banks-down

 

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