O Festival Internacional dedicado à dança contemporânea de Lisboa marcará os dias de 4 a 19 de Março e vários espaços da cidade. A primeira edição do Cumplicidades quer aproximar Portugal a outras latitudes geográficas e coreográficas dos países do Mediterrâneo, revelando pontos de contacto e encontro dos seus processos de criação.
A programação estará a cargo de Ezequiel Santos, que retoma e amplia a edição zero de 2015 com propostas de âmbito experimental, focando agora a singularidade dos processos, com o seu tempo de investigação e criação. Espectáculos, workshops, exposições, palestras e uma conferência internacional serão meios através dos quais os autores explicitarão os seus métodos, reflexões, inspirações ou os paradigmas teóricos que fundamentam linhas de trabalho em partilha com os públicos, cúmplices destes processos.
O festival, lançado em 2015 como “ano zero”, decorreu em março, organizado pela EIRA, estrutura artística com sede na capital, e foi distinguido – entre 761 festivais de 31 países – com a certificação EFFE (Europe for Festivals Festivals For Europe).
A programação foi dirigida a todas as faixas etárias do público e decorreu em jardins, teatros e outros espaços alternativos da capital, como a estação ferroviária do Rossio, onde foi apresentado o espetáculo de abertura intitulado “Hale”, criado por Aleksandra Osowicz, Filipe Pereira, Helena Martos, Inês Campos e Matthieu Ehrlacher que também interpretam.
Fundada em 1993, a EIRA tem vindo a produzir e promover, nacional e internacionalmente, os espetáculos do coreógrafo português Francisco Camacho, tendo alargado, a partir de 1996, a sua atividade à produção para artistas associados à estrutura, de várias gerações.
Desde 1996 é uma estrutura cofinanciada pela secretaria de Estado da Cultura, através da Direção-Geral das Artes, e desde 2013 apoiada pela Sociedade de Instrução e Beneficência “A Voz do Operário”, com a cedência das suas atuais instalações no bairro da Graça em Lisboa – Teatro da Voz (Antigo Teatro da Graça).
Diferente da edição experimental, o Cumplicidades versão 2016 vai contar com três espetáculos de artistas oriundos da Turquia, do Egito e de Marrocos. O festival irá passar por alguns locais culturais conhecidos da capital, como é caso do espaço “Alkantara”, a Casa da Imprensa, a Culturgest, o Museu da Marioneta, o Teatro da Trindade ou o Teatro Municipal de São Luiz.
http://www.festivalcumplicidades.pt/programa/espectaculo/

