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// Sábado, 19 Mar., 16h: Com Fernando J. B. Martinho. «Não sabia onde começava e onde acabava o amor, a luta pela liberdade e pela transformação do mundo, a criação poética. Engolia o Altolaguirre, o Emilio Prados, o Lorca muito menos (nunca soube explicar isto, tenha embora um poema que parece inspiradíssimo num dele mas não é: desconhecia ainda o belíssimo “eran las cinco en punto de la tarde”), o Rafael Alberti, mais que todos talvez. Sonhava declamar, como ele, um grande poema na frente de combate. A minha convicção era que versos de tal modo declamados (mas tinham de ser bons, era o que já pensava) fariam recuar os tanques do inimigo, quebrar as grades de cadeias, erguer bandeiras com multidões de esfarrapados atrás delas. Armazenar os explosivos. Pegar fogo ao rastilho.» Mário Dionísio, Autobiografia |
// Domingos, 15h30 Mário Dionísio, na introdução de A Paleta e o Mundo, disse: «[…] A Paleta o Mundo não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa […] com aquelas tantas pessoas, como eu próprio fui […], que, querendo formular também a sua hipótese, ao menos para uso próprio, sobre os destinos da pintura, seriam incapazes de fazê-lo sem se informarem primeiro do que isso é». Durante o mês de Março, vamos: 1.º Observar, dizer, explorar pinturas de paisagem e transformá-las; 2.º Analisar as transformações operadas e compará-las com outras pinturas da História da Arte; 3.º Explorar o conceito de «Paisagem», pintar uma paisagem e falar sobre ela; 4.º Seleccionar e criar uma colecção de pintura de paisagem ou fazer uma visita a um museu. Com Isabel Lopes Cardoso e Rubina Oliveira. Para todos a partir dos 10 anos. |
// Segunda-feira, 21 Mar. Às 18h30, continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 3ª parte, «Os primeiros pintores malditos». Quem lê o 4º capítulo, «Um pássaro preso na Primavera», é António Lourenço Farinha. Mais tarde, às 21h30, inserido no ciclo «Rupturas no cinema», projectamos o filme A máscara (Persona, 1966, 85’) de Ingmar Bergman, apresentado por Youri Paiva. «O que a arte moderna nos mostra na sua acidentada evolução é o desaparecimento do assunto ou apenas uma deslocação, aliás profunda, do conceito de assunto? É verdade que a arte dos últimos oitenta anos deixou progressivamente de narrar. Mas terá ela deixado de dizer? Haverá arte que não diga?». Mário Dionísio, na conferência Conflito e unidade da arte contemporânea, falava das artes plásticas. E no cinema? Também foi esse o caminho? Propomos, para estes três meses, um percurso pela história do cinema (bastante mais curta que a da pintura ou da escultura) que tenta mostrar filmes que representam rupturas, avanços ou mudanças, sejam técnicas ou estéticas. Não seria possível pretender ser exaustivo num tema destes. Por um lado, o cinema evoluiu de forma célere ao sabor dos avanços da técnica, mas também e muito das mudanças nas sociedades, nas políticas, nas vidas. |
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