qua a sáb – 21h30 | dom – 18h00
(25 MARÇO não há espetáculo)
Encenação – Juni Dahr
Dramaturgia / Concepção visual – Juni Dahr e Eva Dahr
Cenografia e Figurinos – Jean-Guy Lecat
Produção – ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve (Faro)
encenação Juni Dahr
dramaturgia / concepção visual Juni Dahr e Eva Dahr
cenografia e figurinos Jean-Guy Lecat
com Luis Vicente e Elisabete Martins
Coro Alunos do Curso de Artes do Espetáculo da Escola Secundária Tomás Cabreira (Faro)
produção ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve (Faro)
Trata-se de um texto inédito de Lídia Jorge.
A acção decorre nos arredores de um aeroporto, um “não lugar”. Um homem chega e aconchega uns sacos, trazidos dentro de um carrinho de mão. É fim de dia, escurece. Quando termina a sua acção olha em volta, vigiando o horizonte, como que fazendo tempo.
Entretanto, uma rapariga, carregando uma mala de viagem, aproxima-se. Ao dar pela sua presença, o homem esconde-se e fica a vigiá-la. Vemos a rapariga a despedir-se de uma carta. Ao aperceber-se da presença dos sacos dirige-se para eles e sente-lhes o peso. Pega em dois dos sacos e caminha em direcção ao mar. Ele interrompe-a. Ele chama-se Emil; ela Laura, mas, entretanto, são dois desconhecidos que se cruzaram naquele espaço de ninguém, e que desconfiam um do outro, cada um defendendo o que os levou àquele lugar.
Ficamos a saber que ele está de partida para voltar ao seu país, algo que só lhe foi possível devido a um segredo que carrega sozinho, tal como os sacos, e do qual teme a hora do confronto. Laura, está de regresso ao seu país, e carrega consigo o peso de uma impossibilidade que a interdita na relação com a sua mãe (com quem, inevitavelmente, terá que se confrontar).
São duas histórias de vida distintas que se confrontam, psicológica e fisicamente, face ao mesmo destino. Um Coro pauta os difusos pensamentos dos protagonistas e o seu inevitável Destino, como na Tragédia Grega.

