COMPANHIA GRUPO DE TEATRO CEGADA COMEMORA 30 ANOS

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30 anos - notícia

“DEUS QUER, O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE.”

Fernando Pessoa

                O Bilora, de Angelo Beolco (O Ruzante), apresentado a 9 de Março de 1986, é o espectáculo que marca o inicio da actividade do Grupo de Teatro Cegada, na sequência de uma formação de teatro monitorizada por Ildefonso Valério. As Bondosas, de Ueliton Rocon, é o último espectáculo produzido pela companhia, trinta anos depois do primeiro, também na sequência de uma formação de actores.

                Das origens à actualidade, a formação tem sido pedra basilar da sua actividade, cumprindo assim um dos objectivos que é trazer a comunidade à companhia, envolve-la na actividade artística. Outro objectivo é levar a actividade artística às pessoas, aos locais onde se cruzam, criando palcos espontâneas, nas praças, nos largos, na rua, nas escolas.

                Por isso queremos agradecer ao nosso público em todas suas dimensões: os estabelecimentos de ensino, o corpo docente, os nossos parceiros e o nosso público em geral, de todas faixas etárias, crianças, jovens, adultos, idosos, que connosco têm partilhado e contribuído para esta caminhada, que dura há trinta anos. Trinta anos em que já mais que uma geração de pessoas dedicadas, preocupadas e entusiasmadas fizeram do colectivo artístico o que ele foi, o que ele é e o que ele será, que o projectaram, que o desenharam, que o pintaram e que o situaram nesta sociedade tão difícil e por vezes obscura, contribuíndo, através da fruição cultural, através da arte, através do Grupo de Teatro Cegada, para transformar a sociedade, para a elevar e para a manter longe da intolerância, da violência ou do fanatismo que nela existem latentes.

                E por ser um colectivo que actua em áreas com tão ricas ferramentas de intervenção social e artística, a responsabilidade é ainda maior. Por isso este agradecimento torna-se ainda maior e mais sentido, transformando-se num abraço de dimensões utópicas, com sabor a carinho e amor (sim, porque a arte não se faz só de talento e vontade) que abrange todos aqueles que com a sua presença, as suas palavras, os seus gestos, o seu olhar e a sua vontade contribuíram e contribuem para esta caminhada, que não é mais que tentar fingir a dor e a alegria, a representação da vida, a colocação do Homem perante ele próprio.

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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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