INCIA-SE HOJE, NAS ESCOLAS, A CAMPANHA “E SE FOSSE EU?” por Clara Castilho

Hoje, dia 6 de Abril, todos os alunos, de todas as escolas do ensino básico e secundário são convidados a aderir à campanha “E se fosse eu?” e a colocarem-se assim no lugar de quem foge da guerra.

Uma iniciativa conjunta entre a Direção Geral de Educação, o Alto Comissariado para as Migrações, o Conselho Nacional de Juventude e a Plataforma de Apoio aos Refugiados. A campanha “E se fosse eu?” é inspirada no projeto “What’s In My Bag?” desenvolvido pelo International Rescue Comitee (linkar ahttps://www.rescue.org) em colaboração com o fotógrafo Tyler Jump.

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É pedidos às crianças/jovens que se coloquem na pele de um refugiado e arrumem a sua mochila como se estivessem a fugir da guerra, a sair da sua casa e deixar o seu país.

Antes da partida têm de seleccionar as poucas coisas que podem levar consigo num trajecto de milhares de quilómetros. É isso que acontece às famílias de refugiados que partem da Síria, deixando tudo para trás.

O plano é que na primeira aula, a 6 de Abril, além deste desafio, seja feita uma reflexão entre o professor e os alunos sobre o que é ser refugiado.

Ainda que se trate de uma simulação, o ser-se colocado perante esta experiência vai fazer perceber um pouco melhor o que quer dizer a vida de refugiado.

Crê-se que esta iniciativa tem uma dimensão importantíssima de educação para a cidadania e de perceber que nenhuma comunidade e nenhum país estão isentos do risco de poder, um dia, ter uma situação de conflito, de crise e ser obrigada a fugir. Mas também representará um exercício de mobilização dos jovens para esta causa do acolhimento e integração dos refugiados.

A propósito da campanha “E se fosse eu?”, Rui Marques, Coordenador da PAR diz tratar-se “de um exercício de empatia com quem foge da guerra na Síria  e procura protecção humanitária. Perceber o que quer dizer deixar tudo para trás, ter de seleccionar o que é mais importante e viver só com uma mochila numa jornada de perigos e de incertezas. Queremos fazer com que os jovens reflictam e debatam sobre o que gostariam de encontrar se vivessem esta situação”.

Até ao momento, chegaram a Portugal 149 refugiados distribuídos e acolhidos por várias organizações de todo o país.

Mais informações e inscrições sobre a campanha em www.esefosseeu.pt

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