

Está mais do que evidente a participação dos meios de comunicação do Brasil na construção e defesa do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff. Com um sistema de mídia concentrado em poucos grupos econômicos, a cobertura da crise política e dos casos de corrupção tem sido seletiva e desequilibrada. De um lado, o foco quase exclusivo na desmoralização do PT e do governo; de outro, os casos de corrupção envolvendo os adversários políticos do governo são praticamente ignorados ou, quando muito, tratados com superficialidade.
O principal efeito disso pôde ser visto nas manifestações pró-impeachment, estimuladas de forma ostensiva pela imprensa ao longo do último ano. Além disso os protestos contrários ao impeachment, que é classificado pela imprensa internacional e por diversos analistas como um golpe contra a democracia, foram praticamente invisibilizados e deslegitimados pela mídia.
Frente a isso, o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e a Frente Brasil Popular (FBP) promovem o Dia Nacional de Luta contra o Golpismo Midiático, neste 5 de maio, com atos e manifestações em todo o país. O principal objetivo dessas manifestações é denunciar como o monopólio privado nas comunicações, representado principalmente pelas Organizações Globo, fere a nossa democracia, a liberdade de expressão e o direito à comunicação.
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